terça-feira, 27 de dezembro de 2016

George Müller, exemplo de dependência em Deus

George Müller, exemplo de dependência em Deus

O gigante da fé, George Müller (1805-1898), nasceu na Alemanha, e converteu-se com idade de 20 anos numa missão morávia. Foi para a Inglaterra em 1829, onde trabalhou para o Senhor até o final de sua vida.
George Müller
Em 1830, três semanas depois de seu casamento, Müller e sua esposa decidiram abrir mão de seu salário como pastor de uma pequena congregação, e depender exclusivamente de Deus para suas necessidades. Já desde o início, ele tomou a posição que manteria durante todo o seu ministério, de nunca revelar suas necessidades às pessoas, e de nunca pedir dinheiro de ninguém, somente de Deus. Ao mesmo tempo, decidiu que também nunca entraria em dívida por motivo algum, e que não faria reservas, nem guardaria dinheiro para o futuro. 
Durante mais de sessenta anos de ministério, Müller iniciou 117 escolas que educaram mais de 120.000 jovens e órfãos; distribuiu 275.000 Bíblias completas em diferentes idiomas além de grande quantidade de porções menores; sustentou 189 missionários em outros países; e sua equipe de assistentes chegou a contar com 112 pessoas.
Seu maior trabalho foi dos orfanatos em Bristol, na Inglaterra. Começando com duas crianças, o trabalho foi crescendo com o passar dos anos, e chegou a incluir cinco prédios construídos por ele mesmo, com nada menos que 2000 órfãos sendo alimentados, vestidos, educados e treinados para o trabalho. Ao todo, pelo menos dez mil órfãos passaram pelos orfanatos durante sua vida. Só a manutenção destes órfãos custava 26 mil libras por ano. Nunca ficaram sem uma refeição, mas muitas vezes a resposta chegava na última hora. Às vezes sentavam para comer com pratos vazios, mas a resposta de Deus nunca falhava.
No decorrer da sua vida, Müller recebeu o equivalente a sete milhões e meio de dólares, como resposta de Deus. Além de nunca divulgar suas necessidades, ele tinha um critério muito rigoroso para receber ofertas. Por mais que estivesse precisando (pois em milhares de ocasiões não havia recursos para a próxima refeição), se o doador tivesse outras dívidas, se tivesse evidência de que havia alguma atitude errada, ou alguma condição imprópria, a oferta não era aceita.
E mesmo quando tinha certeza de que Deus estava dirigindo para ampliar o trabalho, começar uma outra casa, ou aceitar mais órfãos, ele nunca incorria em dívidas. Aquilo que Deus confirmava como sua vontade certamente receberia os recursos necessários, e por isto nunca emprestava nem contraía obrigações sem ter o necessário para pagar.
A seguir, um trecho da sua autobiografia, onde ele define sua posição com relação a dívidas:
Minha esposa e eu nunca entramos em dívidas porque acreditávamos que era contrário às Escrituras (Rm 13.8). Por isto, nunca tivemos contas para o futuro com alfaiate, açougue, padaria ou mercado. Pagamos por tudo em dinheiro. Preferimos passar necessidade do que contrair dívidas. Desta forma, sempre sabemos quanto temos, e quanto podemos dar aos outros. Muitas provações vêm sobre os filhos de Deus por não agirem de acordo com Romanos 13.8.
Alguns podem perguntar: Por que você não compra o pão, ou os alimentos do mercado, para pagar depois? Que diferença faz se paga em dinheiro no ato, ou somente no fim do mês? Já que os orfanatos são obra do Senhor, você não pode confiar que ele supra o dinheiro para pagar as contas da padaria, do açougue, e do mercado? Afinal, todas estas coisas são necessárias para a continuidade da obra.
Minha resposta é a seguinte: Se esta obra é de Deus, certamente ele tanto quer como é capaz de suprir todo o necessário. Ele não vai necessariamente prover na hora que nós achamos que deve. Mas quando há necessidade, ele nunca falha. Podemos e devemos confiar no Senhor para suprir-nos com o que precisamos no momento, de forma que nunca tenhamos que entrar em dívida.
Eu poderia comprar um bom estoque de mantimentos no crediário, mas da próxima vez que estivéssemos em necessidade, eu usaria o crediário novamente, ao invés de buscar o Senhor. A fé, que somente se mantém e se fortalece através de exercitar, ficaria mais e mais fraca. No fim, provavelmente acabaria atolado em grandes dívidas, sem perspectiva de sair delas.
A fé se apóia na Palavra Escrita de Deus, mas não temos nenhuma promessa de que ele pagará nossas dívidas. A Palavra diz: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma" (Rm 13.8), e: "Quem nele crer não será de modo algum envergonhado" (1 Pe 2.6). Não temos nenhuma base bíblica para entrar em dívidas.
Nosso alvo é mostrar ao mundo e à igreja que mesmo nestes dias maus do tempo do fim, Deus está pronto para ajudar, consolar, e responder às orações daqueles que confiam nele. Não precisamos recorrer a outras pessoas, nem seguir os caminhos do mundo. Deus tanto é poderoso, como desejoso, de suprir todas nossas necessidades no seu serviço.
Consideramos um precioso privilégio continuar a esperar no Senhor somente, ao invés de comprar mantimentos no crediário, ou de emprestar de bondosos amigos. Enquanto Deus nos der graça, olharemos somente para ele, mesmo que de uma refeição para a próxima tivermos que depender do seu suprimento. Já faz dez anos que trabalhamos com estes órfãos, e ele nunca permitiu que passassem fome. Ele continuará a cuidar deles no futuro também. 
Estou profundamente consciente da minha própria incapacidade e dependência no Senhor. Pela graça de Deus, minha alma está em paz, embora dia após dia tenhamos que esperar a provisão milagrosa do Senhor para nosso pão diário. 
Extraído da Revista Impacto (www.revistaimpacto.com.br), nº 25. 
Divulgação: www.juliosevero.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NOTÍCIAS DE LUANDA NOVEMBRO 16

NOTÍCIAS DE LUANDA  

Inez e Joubert (diretora e capelão) 
estão em Luanda, Angola, 
compondo a equipe que organiza e 
dirige a escola cristã de educação por princípios – 
CEDUC – Centro Educacional Cristão de Angola.
161130
Ano II

Luanda, 30 de novembro de 2016.

Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Is 55.6
                                            








A morte de HERMÉS


A igreja das crianças – INSEJEC Mona Nzambi (Criança de Deus) – foi inaugurada em agosto de 2015 e, desde então, tem atraído centenas de crianças, todas do bairro ao redor do CEDUC. Algumas delas se destacam na disposição de ajudar. Hermés, desde que chegou, compôs a equipe que ajuda a organizar o cultinho infantil. Ele fazia questão de acentuar que seu nome tinha ênfase na última silaba:

 – Hermés, pastor e não Hérmes


Num dos cultos de inauguração da INSEJEC Adultos Ndandu Nzambi (Abraço ou Família de Deus), em 13 março de 2016, lá estava Hermés, bem vestido, calça e camisa de manga longa, brancos, com um destacado colete de samacaca (tecido étnico que representa Angola). Naquele domingo, atendendo ao apelo, pediu ao Senhor que escrevesse seu nome no Livro da Vida, entregando inteiramente o "resto" de sua vida para Jesus. Jamais imaginaria que isto significaria oito meses. Eu filmei aquele momento. Leia, veja o vídeo e mais fotos de Hermés: http://emfamilia23.blogspot.com/2016/11/a-morte-de-hermes.html


CLIQUE AQUI E LEIA O TEXTO COMPLETO

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A morte de HERMÉS

A morte de HERMÉS

Joubert de Oliveira Sobrinho, pr.
INSEJEC Zango - 25.11.16


Hermés
A igreja das crianças – INSEJEC Mona Nzambi (Criança de Deus) – foi inaugurada em agosto de 2015 e, desde então, tem atraído centenas de crianças, todas do bairro ao redor do CEDUC. Algumas delas se destacam na disposição de ajudar. Hermés, desde que chegou, procurava estar perto de nós durante a arrumação das cadeiras, instalação do som, dos instrumentos, distribuição de lanches e sucos. Com seus 12 anos, Hermés tornou-se figura conhecida e compôs a equipe de trabalho que ajuda a organizar o cultinho infantil. Ele fazia questão de acentuar que seu nome tinha ênfase na última silaba:


 – Hermés, pastor e não Hérmes! 


O segundo sentado da direita para esquerda

No segundo culto de inauguração da INSEJEC Adultos Ndandu Nzambi (Abraço ou Família de Deus), em 13 março de 2016, lá estava Hermés, bem vestido, calça e camisa de manga longa, brancos, com um destacado colete de samacaca (tecido étnico que representa Angola). 
Hermés de pé, ao centro, com as mãos para baixo

Naquele domingo, ele participou de tudo: cantou, dançou com os amigos durante o louvor e, depois da pregação do convidado especial Pr. Itamar, Hermés foi à frente com dezenas de outros atendendo ao apelo para quem quisesse aceitar a Jesus. Repetindo a oração, pediu ao Senhor que escrevesse seu nome no Livro da Vida e entregou inteiramente o "resto" de sua vida para Jesus. Jamais imaginaria que isto significaria oito meses. Eu filmei aquele momento. Hermés está atrás do jovem de camiseta preta, em frente ao Pr. Itamar.
video


O tempo passou, Hermés sentia-se cada vez mais à vontade entre os irmãos, a ponto de, certa vez, se apropriar de algo pertencente à igreja sem pedir permissão. Corrigido e envergonhado chegou a afastar-se um pouco da equipe, ainda que participava dos cultinhos.



No domingo, 06 de novembro/16, Gabriel, um dos adolescentes da equipe veio me dar a má notícia de que Hermés falecera e, exatamente naquele domingo, aconteceria seu sepultamento.

No centro orientando crianças
Surpreendido, perguntei o que havia acontecido. Ele me explicou que, há algumas semanas atrás, Hermés, com uns amigos, brincou indevidamente com um cão na rua. O cão o mordeu, mas ele não disse nada a ninguém em sua casa. Começou a adoecer e tardiamente descobriram que estava com Raiva Canina. 

Hermés ao lado da Inez
Ao pesquisar as fotos encontrei Hermés presente em várias delas, além do vídeo em que ele ora entregando a vida a Jesus. A morte de Hermés acentuou-me a importância da evangelização de crianças, principalmente em sociedades, comunidades e ambientes de risco. Angola tem um dos maiores índices de mortalidade infantil do mundo. Os riscos estão muito mais próximos que imaginamos.

Hermés de joelhos orando
Agora há um vazio na equipe e no cultinho. Hermés faz falta. Que bom que ele teve a oportunidade de investir na vida eterna ao conhecer e receber a Jesus Cristo. Nossa esperança reside na promessa que Jesus fez:


Hermés
“Você não precisa esperar pelo fim. Eu, aqui e agora, sou a Ressurreição e a Vida. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá. Qualquer um que vive crendo em mim não irá morrer em definitivo. Acredita nisso?” 
João 11.25,26

A esquerda e o seu demônio

A esquerda e o seu demônio

Eguinaldo Hélio Souza - 24 Nov 2016

Manipular palavras é parte essencial da guerra cultural esquerdista. Desmascarar essa manipulação é nosso dever, uma árdua tarefa para desintoxicar o pensamento da nação.


Essa estratégia, chamada de novilíngua, é descrita na obra 1984 de Orwell. Vemos essa manipulação no uso da palavra “burguesia”, feita pelo marxismo clássico. Ao contrapor “cultura proletária” a “cultura burguesa” não estava acontecendo nenhuma descrição da realidade, mas criava-se um antagonismo artificial para ser utilizado na destruição de seus oponentes. Vemos isso ao lidar com a família.


A esquerda é inimiga da família judaico-cristã. A imagem do Salmo 128 é para ela uma abominação que precisa ser extirpada. No entanto, ela não a define como família judaico-cristã. Define como “família burguesa”. Qualquer instituição, qualquer pensamento, qualquer ação que não pertença aos dogmas sacrossantos da esquerda, será chamada de “burguesa”. A imprensa é burguesa quando critica a esquerda. A cultura é burguesa porque não reflete os pensamentos de Marx e não os adota como seu credo. Seus oponentes ou discordantes serão chamados de burgueses, mesmo que trabalhem no chão da fábrica. E eles próprios serão os representantes do pensamento proletário, ainda que descendam há muitas gerações de grandes famílias capitalistas ou da classe média. Como em tudo que se envolvem, suas mentes não têm o mínimo compromisso com a verdade, mas apenas com o mundo fictício que criaram, onde eles são os mocinhos e seus opositores, independente da origem, são o seu “diabo”. O Grande Irmão se alimenta de seu Goldstein.


A burguesia é o seu demônio, seu opositor máximo. Ele não tem forma definida. Tudo o que se opõe a esquerda receberá esse nome. Isso não tem nada haver com a realidade, em como as coisas são. Isso é tática de guerra ideológica. Hitler, em seu Mein Kampf a definiu claramente:


“A arte de todos os grandes condutores de povos, em todas as épocas, consiste, em primeira linha, em não dispersar a atenção de um povo e sim concentrá-la contra um único adversário. (...) Faz parte da genialidade de um grande condutor fazer parecerem pertencer a uma só categoria, mesmo adversários dispersos, porquanto o reconhecimento de vários inimigos nos caracteres fracos e inseguros, muito facilmente conduz a um princípio de dúvida sobre o direito de sua própria causa”[1]


É bom frisar que não foi a esquerda que aprendeu com Hitler, mas Hitler aprendeu com os comunistas. “Esses ‘gêmeos heterozigotos’ (Pierre Chaunu), ainda que inimigos e originários de histórias diferentes, tem vários traços em comum”.[2]. Manipular palavras e unificar os inimigos é um deles.


A grande maioria dos esquerdistas é burguesa no sentido literal da palavra. Mas sua guerra cultural exige uma demonização dos adversários. E para isso é preciso que todos os seus inimigos sejam classificados como um grupo único. Roubando do cristianismo as essências que julgaram convenientes, eles são os salvadores do mundo em luta contra as hostes das trevas. E o nome dessas hostes é “burguesia”. Assim ficou fácil. O marxismo odeia tudo o que é cristão, inclusive a família cristã. Para não dar na vista, a chama de burguesa.


“De modo semelhante, respondendo à segunda crítica, ele [Marx] argumenta que a abolição da família significava a abolição da família burguesa...”[3]. Um excelente disfarce para reunir seus inimigos sob um único teto. Como testemunhou um senador americano, que conheceu Marx pessoalmente em seus trinta anos: “Eu me lembro claramente do cortante desdém com que ele pronunciava a palavra ‘burguês’; e de “burguês” — isto é, um exemplo detestável da mais profunda degeneração mental e moral — ele chamava qualquer um que ousasse opor-se a suas opiniões”[4]


Dessa forma o pensamento vai sendo distorcido e os discordantes vão sendo classificados, não como legítimos pensadores, formadores de opinião, críticos honestos ou portadores da verdade. As instituições vigentes, inclusive a família, não são elementos adequados para orientar a realidade. Tudo o que não é de esquerda precisa ser destruído.


Não se engane. A família burguesa que o marxismo se propôs destruir desde os seus primórdios é, na verdade, a família cristã. A cultura contra a qual luta, embora a chame de burguesa, é na verdade a cultura judaico-cristã. O marxismo luta para descristianizar nossa civilização, mas jamais assumirá isso. Da mesma forma que os nazistas chamavam seu genocídio de “limpeza étnica”, eles ocultarão as maiores maldades sob os nomes mais doces, e chamarão “demoníacas” as ações mais sublimes dos que deles discordam.


O que dizem que querem fazer, parece bom. O que realmente querem fazer é sempre mal. Palavras em seus lábios, não são descrições correspondentes à realidade. São armas cruéis que utilizam para destruir e recriar o mundo à imagem e semelhança de suas mentes deturpadas. E se não conseguirem reconstruir nada, a mera destruição já lhes basta.


Fonte: www.juliosevero.com