terça-feira, 8 de dezembro de 2009

JOSÉ - Exemplo de vida compromissada com a missão da Igreja


Joubert de Oliveira Sobrinho – Família Campo Belo – 06.12.09

Mt 1.18-25 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco). E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.

O homem José

Há poucas menções de José no Novo Testamento. Ele se apresenta somente nas narrativas do nascimento de Jesus: Mt 1,2; Lc 1,3, e é mencionado em pouquíssimas referências como pai de Jesus. José era da casa e família de Davi, Lc 2.4, linhagem do Messias, 2Sm 7.12,16. Como pai adotivo, conferia direito legal de linhagem de Davi a Jesus. Ele escolheu Maria para esposa e, apesar de pertencer à tribo de Judá, não habitava na Judéia, mas em Nazaré, Galiléia. Era carpinteiro e ensinou este ofício ao filho Jesus, Mt 13.55; Jesus passou a ser conhecido como carpinteiro, Mc 6.3.

Quanto ao caráter, José era justo, v.19. A palavra justo, no grego, tem forte significado. Refere-se a alguém reto, virtuoso, que anda na lei de Deus, inocente, irrepreensível, sem culpa, cujo modo de pensar, sentir e agir é inteiramente conforme a vontade de Deus, e quem por esta razão não necessita de retificação no coração ou na vida. Era compassivo v.19, isto porque, ao saber que Maria engravidara, não a quis infamar, expô-la à desgraça pública como exemplo de infâmia (apedrejamento). Era obediente – em todas as ocasiões em que recebeu uma incumbência divina, ele obedeceu sem titubear. Foi testemunha das profecias dirigidas a Jesus no templo por Simeão, na circuncisão, Lc 2.28-32,34,35 e pela profetiza Ana, v.38.

José posteriormente teve também outros filhos, dentre eles, um chamado José, além de filhas, Mt 13.55; Mc 6.3, Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? No mínimo José e Maria tiveram sete filhos.

Percebe-se também que José não era um líder do povo, mas certamente foi um dos mais piedosos homens descritos na Bíblia, além de marido e pai exemplar. Ele deixou uma profissão ao filho, Mc 6.3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria...? E também uma identidade entre o povo, João 6:42 E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? João 1:45. Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.

Completando o perfil de um homem bom e exemplar está o detalhe que a tudo dá sentido: ele era um homem dirigido por Deus:

o 1º sonho – Direção divina: Receba Maria, assuma o compromisso com ela. O filho é do Espírito Santo e dê-lhe o nome de Jesus (cabia ao pai nomear o filho conferindo-lhe a linhagem), Mt 1.19-21, Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

o 2º sonho – Direção divina: Fuja com o menino, proteja-o de Herodes, mantenha-o com vida levando-o embora com você para o Egito. Mt 2.13-15, E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há de procurar o menino para o matar. 14 E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. 15 E esteve lá até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.

o 3º sonho – Direção divina: Volte para Israel, passou o perigo. Mt 2.19-21 - Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu, num sonho, a José, no Egito, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então, ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.

o 4º sonho – Direção divina: Habite em Nazaré na Galiléia e não na Judéia (aparentemente a primeira intenção de José), Mt 2.21-23 - Então, ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel. E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas, avisado em sonhos por divina revelação, foi para as regiões da Galiléia. E chegou e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.

Maria é figura da Igreja de Jesus

É no ventre da Igreja que os filhos de Deus são gerados pelo Espírito Santo após receberem a semente da Palavra de Deus. Jesus nasce no espírito de cada pessoa que se entrega ao senhorio de Cristo, Gl 4.19 sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós, Cl 3.10,11 e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 1Pe 1.23 sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre; Rm 8:29 Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Neste aspecto é impossível dissociar a Igreja de Jesus, ou Jesus da Igreja, como preferir. Assumir um compromisso com Jesus significa assumir um compromisso similar com a Igreja. Não porque a Igreja seja redentora, mas porque ela foi redimida por ele. Ela foi eleita por Ele mesmo como seu Corpo, Ef 1.22,23, E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos. Maria esteve com Jesus desde o nascimento até sua morte e ressurreição. A Igreja estará com Jesus até que seja arrebatada e com ele viva por toda a eternidade!!!

Se, ao ser adotado por José, Jesus pode receber por direito legal a condição de pertencer à família e linhagem real de Davi, por meio de Maria ele recebeu o direito legal de possuir um corpo humano, herança da carne do pecado, sujeito às mesmas tentações que as nossas para que fosse perfeito sacrifício substituto, ocupando nosso lugar.

José é figura do cristão genuíno, comprometido com a Igreja

Assim como Maria é figura da Igreja por gerar o filho de Deus em seu ventre pelo Espírito Santo após receber a semente da Palavra de Deus, José é exemplo do cristão, ou cristã, totalmente comprometidos com a missão da Igreja, que assume como seu os filhos gerados por Deus.

1. A primeira direção divina para os cristãos: compromisso com Jesus através da Igreja

No 1º sonho José deveria receber Maria como esposa, assumir o compromisso com ela e, por conseqüência, com o filho, que não é dele, mas do Espírito Santo, dando-lhe o nome de Jesus (conferir-lhe o direito legal à linhagem), Mt 1.19-21.

Semelhantemente nós recebemos a mesma direção divina para assumirmos o compromisso com Jesus através da Igreja. O que é o batismo senão a introdução do novo membro à comunhão do Corpo de Cristo? Certamente não nos referimos às denominações ou instituições humanas, mas à Igreja, todas as pessoas com as quais devemos nos relacionar a fim de juntos aprendermos a andar no cumprimento de seu propósito.

Neste aspecto, José foi o primeiro missionário cristão. Ele levou Maria grávida de Nazaré para que o filho nascesse em Belém, em outro lugar, fora de sua casa! Os cristãos têm o compromisso de levar Jesus para nascer em corações distantes do lugar onde foi gerado. Um missionário que leva a Cristo aos outros é enviado pela Igreja para pregar o evangelho. Portanto a Igreja está com ele na missão da evangelização, ele tem uma aliança com Jesus através dela, está casado com ela para benefício do filho! Ele leva a igreja prestes a dar a luz para que nasça em outros corações. Talvez não encontre um lugar ideal ou adequado...

A palavra gerado, Mt 1.16, referindo-se a Jesus sendo formado pelo Espírito santo no ventre de Maria, além do significado literal, é usada metaforicamente na tradição judaica, para referir-se a alguém que traz outros ao seu modo de vida, que converte alguém. Também é usada por Deus quando transforma pessoas em seus filhos através da fé na obra de Cristo. Por conseguinta, se tenho uma aliança com Jesus, incluído está no “pacote” as pessoas em quem Jesus também foi gerado pelo Espírito. Não posso desprezar nenhuma pessoa em quem Jesus foi gerado e nasceu, ainda que a pessoa seja uma “estrebaria”!

José deve ter se desesperado para encontrar um lugar adequado a fim de que Maria pudesse trazer à luz seu filho. Ele procurou uma hospedaria, mas não havia lugar. Só encontrou uma estrebaria, dividindo-a com animais, inadequado para o nascimento de um bebê, muito menos para um rei. Sem berço ou cama com lençóis, depositou-o enrolado em panos numa manjedoura, Lc 2.6,7. Não importa o lugar. Importa que Jesus possa nascer. A Palavra semeada se cumpriu!

Estamos comprometidos com Jesus através da Igreja. A Igreja está continuamente com dores de parto e os Josés de hoje devem estar comprometidos em arrumar “qualquer” lugar com o mínimo de condições para o nascimento do rei dos reis. Mesmo os corações habitados por animais são lugares aceitáveis, basta que permitam aos Josés que entrem com a grávida, “Maria”. A aliança com Jesus se demonstra através da aliança da Igreja: batismo, discipulado, ensino, comunhão, Ceia do Senhor, sustento de sua obra, evangelização, adoração, perdão, misericórdia, etc.

2. A segunda direção divina para os cristãos: preserve a vida do Jesus recém-nascido.

No 2º sonho: José deveria fugir com o menino, protegê-lo de Herodes, mantê-lo com vida levando-o embora para o Egito. Mt 2.13-15. Cabe a nós preservar Jesus no novo (a) convertido (a) preparando-o (a) para viver no mundo. Essa é uma falha muito comum na prática de hoje: uma vez que a pessoa se entrega a Cristo, abandonamos sua vida à mercê do Herodes. De que adianta trazer Jesus à luz e depois perdê-lo nas mãos dos Herodes de nosso tempo??? O Herodes que matou as crianças em Belém deixou seu reino dividido por seus três filhos: Arquelau (Herodes o Etnarca) - Judéia; Antipas, Herodes o tetrarca – Galiléia e Filipe, tetrarca da Ituréia e da província de Traconites. Quais são os nossos maiores inimigos (em ordem de importância e perigo): 1. O Herodes da nossa carne (natureza pecaminosa), 2. O Herodes do mundo (todo sistema que exclui Deus) e 3. O Herodes das trevas, o diabo e seus anjos.

De que maneira podemos preservar o Jesus recém-nascido na vida de nossos irmãos e irmãs? Mt 28.19,20 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Não há nada de novo nisso a não ser que definitivamente obedeçamos a ordem de Jesus de fazer discípulos (José “discipulou” Jesus, reproduziu nele sua profissão e os valores de seu caráter: Mc 6.3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria...?), ensinar, prover proximidade (comunhão) - Pequenas Famílias - cercá-lo de subsídios, recursos para a manutenção da vida cristã ativa no mundo (GEP, GEF, GCC, UDF, etc.).

Manter a vida cristã numa redoma é semelhante a receber um talento e escondê-lo na terra. A vida se manterá, porém doente e infrutífera. Seremos cobrados e punidos por isso. Temos que trabalhar em vidas que suportem as pressões do mundo e nele brilhem a luz de Deus e salguem a terra que tende a apodrecer! É nesta etapa que o evangelista precisa da ação dos pastores e mestres. É o momento dos ministérios atuarem em conjunto na preservação da vida, na edificação do rebanho de Deus.

3. A terceira direção divina para os cristãos: volte à sua posição inicial e deixe o ministério do novo nascido crescer com saúde e sem o perigo inicial.

No 3º sonho José foi orientado a voltar para Israel, pois o perigo de morte que rondava Jesus havia passado. Mt 2.19-21. Herodes morreu, foi afastado. Se fizermos bem o trabalho de manutenção da vida no período crítico inicial, chegaremos ao momento em que o novo convertido passará a experimentar o autogoverno, o alimentar-se por si, a “autonomia em comunhão”, momento em que poderá se multiplicar e se preparar para reproduzir o cuidado que recebeu. O perigo maior passou. Já não há mais risco de morte iminente. A vida cristã já pode se sustentar “sozinha”, sem a proximidade inicial. A pessoa já pode manter-se de pé por si, atuante em sua missão na Igreja. Já existe maturidade nas ações. Já não precisa de “leite” nem dos rudimentos da doutrina. Já pode discutir com os doutores da lei no templo até para espanto de Maria e José...

4. A quarta direção divina para os cristãos: escolha viver em Nazaré, na Galiléia.

No 4º sonho José ainda teme a Herodes, o Etnarca, chamado Arquelau que ocupou o lugar do pai na Judéia. O primeiro Herodes morreu, mas apesar da direção divina para voltar a Israel porque o perigo havia passado, ele ainda temia. Por quê? Por que José tinha planos de morar na Judéia! Judéia era o lugar de sua “herança”, ele era da tribo de Judá, a linhagem do rei Davi, sua terra natal!. Então a direção divina lhe esclarece: Habite em Nazaré na Galiléia e não na Judéia, mas, Mt 2.21-23.

A orientação tem a ver com duas situações: Primeiro o cumprimento da profecia: Mt 2.23 E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno. Embora não haja uma citação exata dessa frase nos profetas, há a profecia de Isaías 11.1 em que o Messias é chamado de Renovo, em hebraico, netser, de onde se crê vir o nome da cidade (Nazaré, a florida verde, verdejante).

Em segundo lugar, Nazaré era um lugar caracterizado pelo desprezo e rejeição dentre os judeus por ser uma região de intenso comércio e comunicação com os gentios; uma região misturada. Um lugar impróprio, na visão religiosa judaica, para manter-se a santidade... Outra possível interpretação de Mt 2.23 seria que ele seria desprezado e rejeitado como um nazareno, visto que nos profetas o Messias seria desprezado e rejeitado, Is 49.7; 53.3; Sl 22.6,7, o que de fato se cumpriu, Mt 11.16-19; 12.14,24; 15.7,8.

Para nós a mensagem é: prepare-se para viver o renovo de Deus, na novidade de vida, viver pela fé o viver que é Cristo, mas também prepare-se para o desprezo e rejeição do mundo! Jo 1.45 Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Jesus foi rejeitado e desprezado, quando era chamado de o nazareno, esse era o teor de seu título. Em meio ao desprezo e rejeição (a hospedaria estava cheia!) muitos ainda vão recebê-lo ainda que numa estrebaria. João 15:18,20 Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós;

Questões natalinas para cada um de nós:

1. Estamos preocupados com o lugar onde Jesus vai nascer hoje? Estamos tentando separar Maria do bebê Jesus? Somos missionários em outras terras levando Jesus para nascer fora de casa?

2. Estamos dispostos a proteger sua vida? A dar manutenção à vida que foi dada à luz? A acompanhar a vida cristã do novo nascido no mundo enquanto cresce?

3. Estamos prontos a voltar ao ponto inicial com alguém mais maduro na fé? Estamos prontos a liberá-lo para crescer por si em seu ministério?

4. Estamos prontos a viver a nova vida em Cristo mesmo ao custo de sofrer desprezo e rejeição por sua causa? Viver em novidade de vida e ao mesmo tempo em humildade?

sábado, 5 de dezembro de 2009

VOCÊ JÁ USOU ALFISINA?

Fale a verdade...

Vai dizer que nunca usou uma ALFISINAZINHA???

Vamos, reconheça...

Quando você fica estressado sempre acaba recorrendo a ela, não é verdade?

O quê?

Você não sabe o que é ALFISINA?

Não conhece?

Então precisa conhecer!

Um dia você pode precisar de uma ALFISINA...

Veja a foto abaixo...

Rir ou chorar... Eis a questão!





Pronto !!! Agora você já sabe.
Leva o seu carro lá pra regular a infecção eletrônica, leva !!

Mensagem enviada por Janete S.
Grato!


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Adiada votação de projeto que criminaliza preconceito contra idosos, deficientes e homossexuais

COMISSÕES / Direitos Humanos
18/11/2009 - 11h41


Foi concedido pedido de vista coletiva ao substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A expectativa é que a proposição entre novamente em pauta na reunião da próxima semana.

O projeto divide opiniões: os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES), por exemplo, temem que os religiosos possam ser punidos por ensinar a seus filhos que a homossexualidade é um pecado, de acordo com valores religiosos. Malta afirma temer que se crie uma "casta" ao proteger pessoas que, segundo afirma, já tem direitos como cidadãos garantidos na Constituição.

Já a relatora da proposta, senadora Fátima Cleide, salienta que a sociedade brasileira "não pode mais continuar se omitindo" diante da violência, física e psicológica, a que são submetidos os homossexuais. O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou que o projeto já não se trata mais de homofobia, mas sim de "sociofobias".

A CDH deverá realizar uma audiência pública para discutir o tema.

Senador bate de frente com projeto que criminaliza homofobia

18 Novembro 2009 por vilamissoes

O senador Magno Malta (PR-ES) convocou os senadores a comparecerem nesta quarta-feira, 18, às 10h, à reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), cujo primeiro item da pauta é o projeto de lei que criminaliza o preconceito contra os homossexuais.

Magno Malta voltou a reiterar que o projeto (PLC 122/06), que tem como relatora a senadora Fátima Cleide (PT-RO), é inconstitucional por estar “eivado de sutilezas” que, em sua avaliação, “criam o império do homossexualismo no Brasil”.

“Não discuto a opção sexual de ninguém; o que estou discutindo é o projeto que está nesta Casa, que está eivado de sutilezas nocivas à sociedade e que não podemos aceitar. Não podemos permitir que essa aberração passe na comissão” afirmou.

De autoria da ex-deputada Iara Bernardi, o projeto foi aprovado no último dia 8 na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na forma do substitutivo apresentado por Fátima Cleide. Na mesma reunião, também foi aprovado requerimento que suspendeu a realização de mais uma audiência pública para debater a proposta. Três dias depois, a decisão da comissão foi criticada em Plenário por Magno Malta e pelos senadores Valter Pereira (PMDB-MS) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), para quem o projeto nega aos cristãos o direito à livre expressão.

Após a análise da CDH, a matéria será encaminhada a exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de seguir para votação em Plenário. Como foi alterado no Senado, o projeto retornará à Câmara dos Deputados.

Em aparte, o senador Mário Couto (PSDB-PA) disse que “tem um profundo respeito por cada cidadão que segue seu destino e tem o direito de escolher a sua vida”, mas considerou o projeto inconstitucional, dizendo que a proposta “discrimina os próprios gays”, constituindo “uma afronta à religião católica, à sociedade e à dignidade”.

Também em aparte, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) manifestou sua preocupação com os movimentos que, conforme afirmou, isolam e discriminam determinados segmentos da sociedade, citando como exemplo as cotas raciais nas universidades. Ele disse considerar a política de cotas uma “medida paliativa”, uma vez que o país precisa de investimentos em educação para que todos tenham a mesma oportunidade.

Em resposta aos senadores, Magno Malta disse que a sociedade e a Igreja não são homofóbicas, observando que os cristãos querem, apenas, poder dizer que o homossexualismo é pecado.

“O cara não pode dizer que é pecado? Estamos criando uma casta especial” afirmou.

Magno Malta disse ainda que, em vez de aprovar o projeto, “o que é preciso fazer é uma grande campanha de conscientização e respeito à pessoa humana”, tendo em vista que a atual Constituição “diz que é crime discriminar sexo, etnia e cor, o que já é suficiente”.

“É só fazer cumprir a lei, mas a senadora Fátima Cleide insiste nesse projeto, que cria problemas entre pais e filhos. Se o pai não aceitar não pode falar nada. Se não se aceita a opção sexual de alguém, comete-se crime” protestou.

Fonte: Agência Senado
Via www.creio.com.br; vilamissoes.wordpress.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Dívida eterna


"Amar é ter contraído uma dívida infinita"
Soren A. Kierkegaard

Incredulidade coerente


"Se tivesse razão aquela sagacidade presunçosa, orgulhosa de não ser enganada, ao achar que não se deve crer em nada que não se possa ver com seus olhos sensíveis, então em primeiríssimo lugar dever-se-ia deixar de crer no amor."
Soren A. Kierkegaard

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Por uma fé viva e provada


Joubert de O. Sobº - pastor e capelão do CRE

1 Tm 1.19 ...conservando a fé e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé.

1 Pe 1.7 para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo;

Temos o desafio de manter a fé saudável ao longo do tempo. O tempo pode corroer a fé? Como manter a fé ao longo da vida? Como ter uma fé permanentemente produtiva? Como não correr o risco de naufragar na fé? Essas questões se enchem de significado quando pensamos no futuro de nossos filhos. Eles permanecerão fiéis quando não pudermos mais conduzi-los?

O que é fé? - Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem, Hb 11:1.

Fé não é somente crer, é confiar, ter certeza da ação divina, em razão de sua palavra. É a convicção da verdade de algo. A fé carrega a idéia predominante de confiança em Deus que nasce dele. Fé é fidelidade, lealdade, o caráter de alguém em quem se pode confiar. A fé é gerada ao sermos instruídos pela Palavra de Deus, Rm 10.17 E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Sem fé não podemos agradar a Deus, Hb 11:6.

A história da fé vem desde o Gênesis. A fé foi minada em Adão por satanás. Ali a Palavra de Deus foi posta em dúvida com aceitação do homem e da mulher causando a separação de Deus, a queda. A nossa fé nasceu em Abraão quando ele creu na palavra de Deus, Gn 12.1-5. A fé de Abraão apontava para o descendente, Jesus Cristo. Portanto, esta fé precisava ser preservada ao longo de sua descendência, como foi profetizado em Gn 18.17-19; Gl 3.16. A fé de Abraão foi chancelada, oficializada, quando do oferecimento de seu filho único, Isaque em sacrifício a Deus. Deus jurou por si mesmo que cumpriria a promessa, dando origem a uma aliança com Abraão e sua descendência, Gn 22.16-18.

A aliança da fé foi e é combatida até hoje

Esaú, neto de Abraão, desprezou a fé, vendeu a primogenitura, Gn 25.27-34 – era fornicador e profano, Hb 12.16. Através de José, o irmão desprezado, Deus preservou a família de Jacó e a fé (eles eram receptores e transmissores da promessa), Gn 50.15-21. Os Filhos de Israel foram escravizados no Egito com tirania e com pena de morte para crianças, Êx 1.11-21. Mas Deus preservou e chamou Moisés para libertar o povo do Egito, Êx 3.6-10. Não fosse a fé de Josué e Calebe e a intercessão de Moisés o povo de Israel não entraria na terra prometida por ter perdido a fé, Nm 14.1-20. O livro de Josué mostra a conquista da terra prometida. O povo se manteve fiel enquanto Josué e os anciãos que viram aqueles fatos viviam.

Em alguns momentos a fé não foi preservada. Veio uma geração que não conhecia ao Senhor: Jz 2.7-14 E serviu o povo ao SENHOR todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que prolongaram os seus dias depois de Josué e viram toda aquela grande obra do SENHOR... e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco a obra que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que parecia mal aos olhos do SENHOR; e serviram aos baalins. E deixaram o SENHOR, Deus de seus pais...,.

O desafio da manutenção da fé nos indivíduos é constante. Há inúmeros casos bíblicos tanto de indivíduos como de famílias e nações que não conseguiram manter a fé saudável ao longo do tempo da vida. Tanto jovens como pessoas maduras. Os reis Davi, Salomão e Uzias, cometeram pecados na maturidade desprezando a fé.

A história da Ilha Pitcairn

Nesta ilha se refugiaram menos de trinta pessoas homens e mulheres. A maioria amotinados do navio Bounty. Com as disputas entre si, a violência os dizimou a ponto de sobrar apenas um dos marinheiros originais. Este encontrou uma Bíblia e começou a ensiná-la aos demais da comunidade recém-formada. Vinte anos depois os americanos encontraram uma comunidade cristã exemplar: sem violência, morte, degeneração ou qualquer crime.

Esta comunidade de Pitcairn, desde então, se tornou exemplo de como a Palavra de Deus transforma a sociedade. E, sempre que se queria exemplificar o poder transformador das Escrituras, usava-se a história da ilha. Até que li esta notícia em 2004 em 29 de setembro, 2004: Metade dos homens de ilha na Polinésia são réus em caso de pedofilia (15h31 GMT (12h31 Brasília) Phil Mercer de Sydney). O artigo mostrava que a liderança da ilha de Pitcairn, descendentes dos cristãos originais, estavam envolvidos em abuso sexual de menores. O fato é que a fé foi sendo minada ao longo do tempo e as gerações que sucederam os homens e mulheres transformados pelo impacto do evangelho nas páginas das Escrituras não preservaram o legado de virtude. Antes perverteram sua conduta a ponto de se tornarem vergonha para o mundo. Recentemente uma longa reportagem foi publicada na Revista Seleções (setembro de 2009) sobre a história de pedofilia dos habitantes da ilha e seus julgamentos e condenações pelo governo britânico.

A fé sofre embates e ameaças que a colocam em condições difíceis: há os que não têm fé por incredulidade, há os que têm pouca fé; os que são enfermos na fé; os que tiveram fé pervertida por ensinos errados; os que se desviaram da fé pela falsa ciência; os que se desviaram da fé pelo amor ao dinheiro; os que negam a fé por descuidarem da família, enfim, a fé saudável sofre contrariedade.

Jesus e a fé QUE CRESCE como grão de mostarda - Um enfoque mais detalhado do ensino de Jesus sobre a fé nos posiciona ativamente na manutenção e crescimento dela. Lc 17 3-6, na Tradução de Weymouth diz: “Se tivésseis que cresce como um grão de mostarda”; dá a entender como em Mt 13.31,32, que não é pouca fé, mas fé crescente que faz muitas coisas. Pouca fé fará algumas coisas, mas muita fé fará muito mais. Esta fé deve crescer para o ideal que Jesus ensinava. Lembremo-nos que há outro tipo de fé: o dom da fé, 1 Co 12:9 com outra finalidade. Aqui falamos da fé desenvolvida, crescente, que Jesus quer que esteja em todo cristão.

A fé precisa ser preservada com cuidado, 2Tm 4.6-8, Paulo diz: guardei a fé. A palavra guardar significa atender cuidadosamente, tomar conta; manter algo ou alguém no estado saudável e a salvo, observar.

A fé se alimenta e se mantém pela visão das coisas futuras, Hb 11.1 -3. O exemplo dos mártires nos mostra isso. A fé foi mantida, como ainda hoje é, por homens e mulheres que decidem perseverar na confiança em Deus ao longo de suas vidas. A fé sempre será combatida, mas a decisão de manter-se fiel é uma escolha de nossa parte. Muitos caíram na jornada, no entanto muitos permaneceram fiéis até a morte e são exemplos para a nós hoje: Hb 11. 33-40.

Como faremos a manutenção da fé?

Estes são os passos fundamentais para a manutenção da fé com base em Hb 12.1-3:

1. Inspiração: Os heróis da fé, Hb 11; Os que lhes pregaram a palavra inicialmente, Hb 13.7, o testemunho dos mártires de Hb 11

Testemunha = martus = Testemunha num sentido legal ou histórico; alguém que presencia algo. Num sentido ético é aquele que por seu exemplo provou a força, genuinidade e pureza de sua fé em Cristo por sofrer morte violenta.

2. Incentivo: Olhar para Jesus Cristo, Alfa e Ômega, O que iniciou a boa obra e há de terminá-la, Autor e Consumador, Iniciador e Destino, Hb 12.2; 2.10

3. Condição:

a. Largar os pesos (práticas, idéias, relações, etc. que, sem ser pecaminosas em si, nos prejudicam no avanço espiritual), Mc 4.17-19; Fp 3.8-12,

b. Largar os pecados (não somente um pecado individual, mas nossa pecaminosidade), 1Jo 1.6-9

4. Exigência: Perseverança, Hb 12.1,3

Perseverança significa estabilidade, constância, tolerância; no NT, é a característica da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade à fé e piedade, mas persiste mesmo diante das maiores provações e sofrimentos; alguém que permanece pacientemente, firmemente, esperando por alguém ou algo com lealdade.

Nossa visão educacional é permeada com esta esperança. Queremos trabalhar pela manutenção da fé saudável e crescente no coração de cada aluno até que se cumpra o propósito de Deus em suas vidas. Queira Deus que em aliança com os pais alcancemos nosso objetivo continuamente.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Educação ou deformação?


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 23 de outubro de 2009

O pronunciamento do MEC, que considerou inconstitucional a legalização do homeschooling por violar o direito de todos à educação gratuita, é só mais um exemplo do barbarismo que, a pretexto de educar nossos filhos, lhes impõe todo um sistema de deformidades mentais e morais para fazer deles idiotas criminosos à imagem e semelhança de nossos governantes.

Lembrem o que eu disse dias atrás, sobre as afirmações que não podem ser discutidas, apenas analisadas como sintomas da demência que as produziu. O parecer do MEC sobre ohomeschooling inclui-se nitidamente nessa categoria. Desde logo, um direito que, sob as penas da lei, se imponha ao seu alegado beneficiário como uma obrigação, não é de maneira alguma um direito. Direito, como bem explicava Simone Weil, é obrigação reversa: se tenho um direito, é porque alguém tem uma obrigação para comigo. Ter direito a um salário é ter um empregador que está obrigado a pagá-lo. Se, ao contrário, sou eu mesmo o titular do direito e da obrigação de satisfazê-lo, é claro que não tenho direito nenhum, apenas a obrigação. É assim que os luminares do MEC entendem a educação gratuita: as pobres crianças brasileiras, por serem titulares desse direito, são obrigadas a engolir a cafajestada estatal inteira que se transmite nas escolas, sob pena de que seus pais sejam enviados à cadeia. Isso não é um direito: é uma imposição e um castigo. Para sofrê-lo, basta ser criança e inocente.

O pior é que os apologistas dessa coisa nem reparam na impropriedade do vocabulário com que a defendem, indício não só de suas más intenções como também da sua falta da cultura superior indispensável aos cargos que ocupam na Educação nacional. Segundo a agência de notícias da Câmara dos Deputados, o diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério, Carlos Artexes Simões, acredita que "a obrigatoriedade de o Estado garantir o ensino fundamental, conforme prevê a Constituição, deve ser exercida na escola". Qual o nexo lógico que essa criatura crê enxergar entre a obrigação estatal de garantir isto ou aquilo e o direito de o governo mandar para a cadeia quem prescinda desse suposto benefício? Desde quando a obrigação de um se converte automaticamente em obrigação de outro, e, pior ainda, em obrigação do titular do direito correspondente? O Estado tem também a obrigação de garantir assistência médica: deveriam então ser processados e presos os cidadãos que recorram a um médico particular, poupando aos cofres públicos uma despesa desnecessária? O Estado tem a obrigação de pagar aposentadorias: nunca fui buscar a minha, à qual tenho direito há mais de uma década. Não fui buscá-la porque ainda estou forte e saudável, graças a Deus, e fico feliz de poupar ao Estado uma quantia que será melhor empregada em benefício de doentes e incapacitados. Devo ser preso por isso? Quanto custa ao Estado a educação de uma criança? Se um indivíduo tem seus impostos em dia e ainda, possuindo dons de educador, dá instrução a seus filhos em casa, cabe ao Estado ser grato ao cidadão exemplar que o auxilia duplamente, com seu dinheiro e com seus serviços, sem nada pedir em troca. Punir essa conduta honrosa é inversão total da moralidade. Sendo nosso governo o que é, não se poderia mesmo esperar dele outra coisa.

Em terceiro lugar, qual a oposição lógica que esses loucos crêem existir entre o homeschooling e o direito à educação gratuita? Imaginam eles que os pais cobram mensalidades dos filhos para educá-los em casa? A coisa é de um contrasenso tão evidente que não percebê-lo à primeira vista indica deficiência mental.

Por fim, o próprio Carlos Artexes Simões não percebe a monstruosidade comunofascista que profere ao declarar que "a escola ainda é a vanguarda do ponto de vista do conhecimento necessário para a construção de um Estado republicano". Por que as crianças deveriam ser usadas como tijolos para a construção deste ou daquele regime político que interesse ao sr. Simões? Se o regime fosse monárquico, isso mudaria em alguma coisa o conteúdo das disciplinas essenciais, como gramática, aritmética e ciências? Mesmo a História e a informação básica sobre direitos humanos não têm por que ser alteradas conforme as preferências do regime. Bem ao contrário: qualquer regime que exista só se legitima na medida em que se submeta aos valores e critérios universais dos quais a educação é portadora, em vez de torcê-los para amoldá-los à política do dia. Como expressão da cultura, a educação deve moldar o governo, não este a educação. Transformar a cultura e a educação em instrumentos do Estado foi o que fizeram Stalin, Hitler, Mussolini, Mao, Fidel Castro e Pol-Pot. O sr. Simões defende essa concepção com a naturalidade sonsa de quem não é capaz de enxergar nada acima de uma política mesquinha, abjeta, oportunista. Talvez ele não o note, mas o que ele entende por educação é manipulação, é abuso intelectual de menores.

Mais desprezível ainda se torna a sua opinião quando ele acrescenta que a escola não visa só à educação, mas à socialização. Não sabe ele que tipo de socialização nossas crianças encontram nas escolas públicas? Não sabe que estas são fábricas de desajustados, de delinqüentes, de criminosos? Não sabe que, em nome da socialização, as condutas piores e mais violentas são ali incentivadas pelo próprio governo que ele representa? Não sabe que agredir professores, destruir o patrimônio das escolas, consumir drogas, entregar-se a obscenidades em público, são atos considerados normais e até desejáveis nessas instituições do inferno? Não sabe ele que há um crescimento proporcional direto da criminalidade infanto-juvenil à medida que se amplia a escolarização?

Por que se faz de inocente, defendendo a escola em abstrato, como um arquétipo platônico, fingindo ignorar a realidade miserável que as escolas públicas brasileiras impõem a seus alunos, ou melhor, às suas vítimas? Por que finge ignorar que, além da deformidade moral e social que ali aprendem, tudo o que os nossos estudantes adquirem nessas instituições é a formação necessária para tirar, sempre e sistematicamente, as piores notas do mundo nas avaliações internacionais?

Com que direito o fornecedor de lixo, de veneno, de dejetos, há de punir quem se recuse a ingeri-los, ou a dá-los a seus filhos?

O que se deve questionar não é o direito de os pais educarem seus filhos em casa: é o direito de politiqueiros e manipuladores ideológicos interferirem na educação das crianças brasileiras. É o próprio direito de o Estado mandar e desmandar numa instituição que o antecede de milênios e à qual ele deve o seu próprio ingresso na existência. Muito antes de que o Estado moderno aparecesse sequer como concepção abstrata, as escolas para crianças e adolescentes, anexas aos monastérios e catedrais (e nem falo das grandes universidades), já haviam alcançado um nível de perfeição que nunca mais puderam recuperar desde que a educação caiu sob o domínio dos políticos.

Se queremos melhorar a educação nacional, a primeira coisa que temos de fazer é tirá-la do controle de manipuladores e demagogos que não se educaram nem sequer a si próprios, a começar pelo sr. presidente da República, que se vangloria obscenamente de sua incapacidade de ler livros.

Publicado no Diário do Comércio com o título "Os novos demiurgos (2)".

Sobre esse assunto, confira também o artigo Os novos demiurgos.

http://www.olavodecarvalho.org/semana/091023dc.html

terça-feira, 29 de setembro de 2009

OS DOIS FARÓIS


A necessidade de referenciais seguros para o matrimônio

Jesus... disse: — Eu sou a luz do mundo... Jo 8.12 (BLH)
Vocês são a luz do mundo. Mt 5.14 (NVI)

Joubert de O. Sobº – 29.09.09

Jesus afirmou ser a luz do mundo várias vezes. Disse ainda que quem o seguisse não andaria em trevas, mas teria a luz da vida. Porém, em outra ocasião, afirmou que aqueles que o seguem também são luz do mundo. Como entender? Quem é afinal a luz do mundo?

Conseqüências da ausência de luz
D. L. Moody nos contou que havia um porto cuja entrada possuía dois faróis. Um superior e outro inferior. O mar naquela região possuía uma quantidade enorme de pedras e um navio somente entraria com segurança se avistasse os dois faróis. Certa noite de forte tempestade, o Capitão de um navio que se aproximava percebeu que havia avistado o farol superior. Procuraram pelo farol inferior, mas quando perceberam sua silhueta sombria, era tarde demais. Haviam passado da entrada. Naquela noite, apesar dos esforços, o navio bateu nas pedras e afundou. Poucos se salvaram. A tragédia aconteceu porque o farol inferior estava apagado.

A necessidade de referenciais
Para tudo na vida precisamos de referenciais. É necessário estabelecer uma referência para posicionar um ponto. Referenciais são as indicações ou características que servem de modelo ou ponto de apoio; são elementos de localização;
fundamentos, princípios.

· No trânsito temos as referências, os sinais, faróis, linhas tracejadas, contínuas, placas, etc.
· Na ciência nos baseamos dos referenciais teóricos consolidados, comprovados.
· Na Matemática temos um grupo de elementos que definem um sistema de coordenadas (eixos);
· Nas relações humanas o parentesco é a forma de aquisição de laços e relações de identificação e pertença entre seres humanos, a partir de um "eu" de referência.
· A astronomia nos dá a posição dos corpos celestes tornando-os referência nos céus para os habitantes da terra.
· Na cartografia as referências são fundamentais na elaboração de mapas; no posicionamento dos pontos na superfície terrestre.
· Todos os grandes conquistadores (o primeiro a chegar ao pico do Everest, a cruzar o Atlântico, a chegar ao Ártico, etc.) tinham algo em comum: usaram a bússola.

Referenciais para o matrimônio
Quando duas pessoas se unem, para o matrimônio, quais são os seus referenciais?

· Nossos pais?
Sem dúvida os pais são os que mais influenciam o comportamento dos filhos. Infelizmente nem todos tiveram pais exemplares em suas famílias a ponto de serem modelos para seus casamentos.
Ou, ainda que tenham sido exemplares, não nos municiaram de condições para reproduzi-los. Muitas vezes nos surpreendemos tomando a mesma atitude ruim de nossos pais.

· A Mídia, TV, Telenovelas?
O divórcio cresceu no Brasil de 3,3 para 17,7 em cada 100 casamentos entre 1984 e 2002. Uma pesquisa patrocinada pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento buscou saber a influência das novelas sobre a situação socioeconômica das mulheres. Ela abrangeu novelas da Globo de 1965 a 2004 e constatou que:
· As novelas criticam sistematicamente os valores tradicionais.
· Fomentam a circulação de idéias modernas como emancipação e o fortalecimento da mulher no trabalho e em casa.
· Cerca de 30% dos personagens femininos são infiéis.
A conclusão dos autores da pesquisa é que as novelas são poderosas armas que podem estimular padrões comportamentais para grupos específicos (mulheres casadas).
Certamente este não pode ser um referencial para um casamento feliz.

· Nossos amigos, vizinhos, os companheiros de trabalho?
Muitos relacionamentos pioraram, ou foram até destruídos, devido à intromissão indevida de “amigos”, ou por conselhos desastrosos de pessoas que se consideravam no direito de influenciar e direcionar a intimidade de um companheiro. Infelizmente até “terapeutas” contribuem para piorar o estado das coisas.

A referência divina
1. Deus instituiu o casamento, portanto, a presença dele no relacionamento garante o cumprimento do propósito e a totalidade da felicidade de um casal, Gênesis 2.18-25.
2. Ao afastar-se de Deus, tudo que estava debaixo da influência humana se corrompeu, inclusive a instituição do casamento e da família. Quando alguns apontam o casamento como uma instituição falida, estão acusando o homem pecador por seu afastamento de Deus, Gênesis 4.19-23.
3. Jesus tem poder de resgatar os princípios e fazer um casal viver os valores eternos do casamento instituído por Deus no início, João 10.10; Efésios 5.22-33.

JESUS – o farol superior
É a referência divina para o bom marido
Ef 5.25 Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela.

IGREJA – o farol inferior
É a referência divina para a boa esposa.
Ef 5.22 As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor

Entre eles Jesus e a Igreja não há divórcio, separação, infidelidades.

Está profetizada uma festa nos céus quando Jesus e sua Igreja se unirão eternamente:
Ap 19.6-9 E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todo-poderoso, reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.

Estes podem ser os novos referenciais para o seu casamento.
· Estes são os faróis que vão assegurar a navegação de um casal nas noites e tempestades da vida.
· Se no passado estes referenciais não lhe foram acessíveis, hoje podem visualizá-los e tê-los em seus horizontes.
· Hoje o casal que se dispõe a desejar e reconhecer a presença de Deus em suas vidas por meio de Cristo, pode visualizar o seu continente, o seu porto seguro.

A boa notícia
Deus quer fazê-los mais do que navegantes que tem Jesus e sua Palavra como referências.
Deus quer fazê-los, marido e mulher, dois faróis, luzes para este mundo, referências de vida repleta da presença divina para os que estão perto e para os que estão longe.

Que os que anseiam por Deus não nos encontrem “apagados”, mas continuamente brilhando a Sua intensa luz, principalmente em meio aos temporais e neblinas do pecado e do mal deste mundo.

Para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo,
Fp 2.15 (NVI).