terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Poder do Madeiro Verde



O poder do madeiro verde


Devocional CRE 05.09.2011
Joubert de O. Sobº




Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar as águas do mar sobre eles; mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar. Então Miriã, a profetiza, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro. Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água. Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? E ele clamou ao SENHOR, e o SENHOR mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou. E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR que te sara. Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas. Êx 15.19-27.



Os versos acima descrevem uma festa que ocorreu logo após o povo hebreu vivenciar um grande milagre e uma grande libertação. O grande milagre foi que o mar se abriu para que todos passassem a seco. As águas se abriram como muros à direita e à esquerda e permaneceram abertas até que o último hebreu chegasse ao outro lado. A grande libertação foi que o exército do Faraó, que queria cativá-los novamente, foi destruído inteiramente após Moisés ordenar às águas que se fechassem. A alegria era contagiante. Miriã, acompanhada de muitas outras mulheres, saiu dançando e cantando com o tamborim nas mãos, exaltando a Deus pelo milagre e pela libertação.


Logo depois Moisés fez o povo partir daquele lugar de festa porque deveriam chegar à terra prometida. Após andarem pelo deserto de Sur por três dias, não encontraram água. Até que chegaram ao um lugar chamado Mara onde havia água, porém, intragável de tão amarga. O povo reclamou de Moisés e Moisés clamou a Deus. Deus lhe mostrou uma árvore que, lançada nas águas, tornou as águas doces. Então puderam beber dela livremente. Ali Deus lhes deu os estatutos, uma ordenança e os provou, revelando-se como o Deus que sara.


Novamente levantaram acampamento e seguiram por um dia de caminhada e chegaram a Elim. Ali havia doze fontes e setenta palmeiras, um oásis para descanso de todo o povo.



Desta história retiramos grandes ensinos para nossas vidas.

1. Não podemos estacionar e passar a viver dos milagres e libertações do passado. Elas são marcos, sinais, memórias, referências que nos revelam o amor de Deus, porém temos que continuar caminhado e progredindo para o alvo a que fomos chamados, o cumprimento do propósito de Deus.


2. Para chegar à “terra prometida” passamos por desertos. O nome do deserto em que caminharam era Sur. Esta palavra significa muro, muralha, fortificação. São ocasiões em nossa vida em que sofremos resistências, impedimentos que visam nos fazer desistir de caminhar.



3. Na caminhada pode até faltar elementos básicos para manutenção da vida: água. Água é fundamental para a vida humana. Três dias sem água já corremos risco de vida. O sofrimento vem para todos, ninguém está imune à angústias na caminhada da vida com Cristo. A promessa de Deus é que ele estará conosco na angústia, mesmo quando a vida está em risco. É a hora de nos lembrar dos milagres e livramentos do passado e raciocinar: o Deus que nos chamou à terra prometida, nos fez passar em seco pelo meio do mar e nos livrou do exército inimigo nos deixaria morrer de sede no meio do caminho?


4. Haverá momentos em que a vida nos oferecerá amarguras para beber. O lugar se chamava Mara que significa “amargo”. Há muitas fontes de amargura para nosso coração neste mundo. Este mundo “jaz (está) no maligno”, portanto está repleto de tristezas e angústias fruto do pecado. Nestas horas teremos que escolher que atitude tomar.


5. Temos que escolher entre clamar ou reclamar. O povo reclamou contra Moisés três dias depois de fazerem festa. Aos olhos deles, ele era o “culpado” daquela situação crítica. Não raro, em tempos de crise, procuramos por culpados para a situação. E murmuramos injustamente. Não entendemos que Deus está nos provando para nos aperfeiçoar. Moisés optou por clamar a Deus e esperar dele uma solução. Clamar é chorar, gritar, chamar por ajuda. 

6. A resposta de Deus pode ser incomum. Talvez os murmuradores do povo quisessem mudar de lugar, procurar outras fontes, voltar para a beira do Mar Vermelho. Talvez até o próprio Moisés esperasse outra saída para a crise. Mas Deus trouxe uma solução impensada. Mostrou-lhe uma árvore que deveria ser cortada e lançada nas águas para que se tornassem doces, potáveis. E assim aconteceu. O povo pode saciar a sede porque as águas amargas se tornaram doces.

O que significa a árvore cortada e lançada nas águas amargas?

Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos... Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco? Lc 23.28,31.


Jesus fala de si mesmo como o madeiro verde, a árvore que foi cortada e lançada nas águas amargas da humanidade. Ele tem poder de tornar a águas de amargura dos nossos corações em águas doces, potáveis. Nossa vida seria uma fonte de amargura, não fosse o seu sacrifício por nós.

Os momentos de crise e provas podem trazer uma profunda revelação de Deus. Deus lhes deu mandamentos, ordenação e os provou naquela situação crítica. Porém, depois de lhes dar solução através do lenho, revelou-se o Deus que cura, preserva e restaura o seu povo. A amargura traz adoecimento e enfermidades. Ele providenciou cura para nós em Jesus Cristo.


Não desista. Deus providencia dias melhores à frente. A apenas um dia de caminhada a partir de Mara o povo chegou a Elim, um oásis com doze fontes de águas puras e setenta palmeiras para o povo descansar à sombra. O tempo em Mara era de prova e conhecimento de Deus. Há um descanso adiante, há fontes abundantes e segurança. Jesus afirmou que as águas de nosso coração seriam excelentes e abundantes:


Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva. João 7.38

Eis que foi para minha paz que eu estive em grande amargura; tu, porém, amando a minha alma, a livraste da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados. Isaías 38.17


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Elmo atuando até na TV alemã!!!

Elmo é um jovem atleta e professor de Educação Física (foi professor do CRE 1) e está na Alemanha trabalhando para ensinar futebol com a bênção de Deus.



Confesso que não entendi nada... 

Mas prestei uma atenção...!!!

Até ouvi: Brasilianscht, futibol, xucrutes, churrasco, famili, etceterem...

domingo, 14 de agosto de 2011

For Annie e Amy...

Em memória de Amy Winehouse...



Por mais ação cristã
Em busca de Annies e Amys ao nosso redor...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Uma vida desperdiçada


UMA VIDA DESPERDIÇADA

Devocional CRE - 08.08.2011
Joubert de O. Sobº

A pessoa sensata vê o perigo e se esconde; mas a insensata vai em frente e acaba mal. Provérbios 22:3 

Este texto nos ensina que uma pessoa que tem bom senso examina o ambiente, descobre onde está o perigo, aprende a respeito dele, o observa com vigilância para dele se esconder cuidadosamente, preservando a si mesmo. Mas o simples, o tolo, o ingênuo, ultrapassa os limites de risco e acaba sofrendo o dano, pagando o preço do descuido. 

O lado ruim dessa verdade, infelizmente, ocorreu na vida de uma linda menina que nasceu em 14 de setembro de 1983 em Londres, numa família de origem judaica, cujo pai era motorista de táxi e sua mãe, farmacêutica. Ela tinha um irmão mais velho, portanto sua chegada alegrou ainda mais aquela casa.

 

Os pais imaginam o futuro dos filhos. Seus pais também imaginaram e desejaram o melhor para ela. Ela cresceu como uma menina normal, feliz, rodeada de tudo o que seus pais podiam lhe dar. E saudável.


Ela brincava de esconde-esconde, gostava de balé e dos animais. 

Como todas as meninas de sua idade, ela gostava de ir para a escola, correr e brincar na hora do intervalo. 


E ela continuou crescendo como uma alegre criança que tinha o mundo pela frente para descobrir e conquistar. Ela ganhou a sua primeira guitarra elétrica aos 13 anos de idade. A música era seu hobby e seu nome é Amy.


Segundo os pais de Amy, ela não demonstrava muito talento e cantava timidamente. Eles acreditavam que ela não tinha muitas expectativas. Mas o tempo foi passando e ela aos 16 anos já cantava profissionalmente ao lado de um amigo, um cantor de soul.




Acontece que as oportunidades sempre aparecem. Oportunidades boas e más. A boa oportunidade foi que ela gravou um CD com suas composições e que fez muito sucesso. Ela revelou possuir um talento especial. Sua voz era uma novidade entre as cantoras de seu tempo. A oportunidade má aconteceu quando alguém lhe ofereceu alguma bebida e ela aceitou. Depois alguém lhe ofereceu algum tipo de drogas e ela também quis experimentar.


Ao mesmo tempo em que experimentava o sucesso vertiginoso, passou a afundar no vício de álcool e drogas, ultrapassando os limites, como alguém que abandonou o bom senso e se dispôs a andar por um caminho pensando que teria algum controle sobre ele. Nisso ela foi ingênua demais. O vício começou a cobrar um alto preço. Dominou sua vida e passou a corroer seu sucesso.




Em meio ao êxito da carreira artística, sua saúde começou a deteriorar. Ela experimentou prisões, brigas, escândalos, ferimentos, vergonha...






Ela até tentou sair do vício internando-se em clínicas de reabilitação, mas nisso ela não teve sucesso.

Recentemente Amy surpreendeu a muitos ao declarar que sonhava em ter filhos e ser feliz em um lugar que, segundo ela, estaria longe do cotidiano em que vivia. 

Mas ela não teve tempo de ver cumprido esse desejo.



Ela morreu...

Morreu porque ingeriu uma mistura explosiva de álcool e drogas.

Ela foi encontrada morta sozinha em seu quarto. Era 23 de julho de 2011.

A cerimônia fúnebre aconteceu no dia 26 de julho de 2011, uma terça-feira, em Londres, seguindo os preceitos da religião judaica. 

Você que leu esta triste história também terá boas e más oportunidades. Seja sábio e sensato e diga não ao álcool e às drogas e a todo tipo de atitude ou comportamento que o leva à destruição e ao desperdício da vida. Preserve-se do mal e não precisará pagar o preço que ele cobra. 

Para Amy Winehouse agora é tarde demais. 

Mas, você ainda tem a escolha de andar pelo caminho da vida. 

Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. Provérbios 14.12

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. João 14.6











segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A erva daninha e a boa planta




Joubert de Oliveira Sobrinho
Devocional CRE de 01.08.11

“Brilhantes” ideias malignas

Na semana passada tomei conhecimento de que alguns jovens tiveram uma ”ideia” que eles devem ter considerado “brilhante”:  molharam um cãozinho com alguma sustância inflamável, colocaram fogo e o filmaram até morrer. Depois colocaram o filme na Internet. Eu não quis ver essas imagens porque entendo que atos como estes denigrem o ser humano e rebaixa a humanidade à barbárie criminosa. Sabemos que é crime maltratar animais, mas o que dizer de um comportamento como este? Refiro-me à desgraçada “ideia” que alguém teve, considerando-a “genial” e, ao invés de ser impedido pelos que estavam ao redor, pelo contrário, obteve apoio.

Paulo falou sobre os que desprezam o conhecimento de Deus:

E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém... estando cheios de toda iniqüidade... desobedientes ao pai e à mãe... sem afeição natural... sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. Rm 1.28-32

É por isso que Paulo orienta-nos por duas vezes a não nos cansarmos de fazer o bem:

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Gl 6.9
E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. 2 Ts 3.13 

Se ele insiste nisso é porque é possível alguém desanimar de fazer o que é bom, gracioso, digno de honra e nobre (este é o significado da palavra bem no grego). Mas é bom que a gente pergunte: Por que podemos nos cansar de fazer o bem?

Por que podemos nos cansar de fazer o bem?

A resposta está na própria natureza. Os agricultores são trabalhadores da terra. Eles sabem que para produzir grandes colheitas é preciso muito trabalho: arar da terra, limpar, adubar, no tempo certo plantar, regar, esperar crescer para depois colher.

Por outro lado você já viu uma “produtiva plantação de mato”? O mato não exige nada. Ninguém precisa plantá-lo. É só deixá-lo crescer. É chamado de erva daninha, isto é, nociva, má, que causa estragos. É uma praga que atrapalha o bom trabalho dos agricultores que precisam retirá-lo continuamente, senão, pode impedir o crescimento da boa planta.

Assim é o pecado na natureza humana. É como o mato: nasce sem esforço, não precisa plantá-lo, não precisa fazer força, ele está presente no coração humano e se manifesta constantemente frutificando em más ações. Para o mal qualquer pessoa tem ideias que ela considera “geniais”. Os maus pensamentos brotam em suas mentes como se fossem inspirações do inferno a ponto de enojarem a todos os que ouvem.

O bem custa caro. É preciso esforço, perseverança, vitória sobre o desânimo, insistência. E estas atitudes cansam. O importante é não desistir de fazer o bem, porque no devido tempo havemos de colher.

Fazer o bem é uma ideia melhor

Soube de um jovem que, após encontrar-se com amigos no centro da cidade, voltava para a Universidade acompanhado de um de seus professores. Andavam por uma estrada que cujas laterais eram terras aradas, que estavam sendo preparadas para o plantio. Nelas havia alguns trabalhadores que estavam terminando o serviço pela hora da tarde. Estes deixavam seus sapatos na beira da estrada para tornar a calçá-los quando saíssem da terra.

Ao ver um dos pares de sapato o jovem teve uma daquelas “ideias brilhantes”. Propôs ao professor pegar um par de sapatos e escondê-lo e depois ficar atrás das árvores para avaliar a reação do trabalhador. O professor logo o desestimulou de fazer aquilo lembrando que seria um ato de maldade com um homem simples, sofrido e que não seria bom acrescentar-lhe preocupações e aborrecimentos. Porém, resolveu desafiar o aluno a fazer algo melhor, mais inteligente, mais nobre, mais digno de honra, enfim, mais gracioso. Então lembrou o jovem que o trabalhador era pobre e ele, o aluno, era rico. Assim propôs que o jovem coloca-se uma moeda de grande valor em cada sapato do homem. Aí, sim, eles se esconderiam atrás das árvores e veriam a sua reação. O jovem gostou da ideia e, apesar do custo, colocou as moedas nos sapatos e aguardou o trabalhador chegar.

O homem saiu do campo, limpou os pés, pegou um dos sapatos para calçar e viu a moeda. Pegou-a, olhou para estrada como se procurasse por alguém. Depois a guardou no bolso. Ao calçar o outro sapato notou outra moeda. Neste momento o homem a pegou nas mãos, ajoelhou-se e em alta voz orou:

- Senhor, muito obrigado! Saí de casa deixando minha mulher doente e meus filhos sem pão! O Senhor tocou um coração bondoso para que pudesse me suprir. Muito obrigado! Abençoa quem fez isto!

O professor voltou-se para o aluno e perguntou o que ele tinha achado. O jovem reconheceu estar recompensado, feliz e surpreso por ter ajudado ao trabalhador ao invés de ter-lhe gratuitamente causado um aborrecimento. Prometeu a si que pensaria muitas vezes antes de agir de forma a causar prejuízo a alguém, mesmo por brincadeira.

Sabe amados, fazer coisas ruins é muito fácil. Qualquer um pode fazer. A maldade humana é como o mato. As “ideias” brotam na fértil mente pecaminosa. Por outro lado, fazer o bem tem um custo, exige mais energia, esforço, suor. Seja sábio. Não se canse de fazer o bem, porque você vai colher muitos bons frutos de todo o bem que fizer.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Valores modernos...


Repasso a obra abaixo como uma ótima 
descrição da realidade de nosso tempo...
Abração
Joubert


Quino,
o cartunista argentino autor da Mafalda,
desiludido com o rumo
deste século no que diz
respeito a valores e educação, 
deixou impresso
no cartum o seu sentimento




  
  





A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.

"Você não é um ser humano que está passando por uma experiência espiritual. Você é um ser espiritual que está vivenciando uma experiência humana."   Wayne W. Dyer


terça-feira, 19 de julho de 2011

Quer conhecer um MILAGRE?

Ela vive um milagre todos os dias.

Elisa é esposa do Pr. Francisco da Família São Bernardo com quem gravamos um CD anos atrás. Leia, em suas próprias e breves palavras, o que ela tem experimentado. Se você quiser entender os detalhes desta ação sobrenatural de Deus, pode até conversar com ela no Facebook (basta clicar no nome dela sob a foto) ou na própria igreja em S. Bernardo. Principalmente se você está vivendo uma situação sem saída, ou se não crê que Deus possa operar milagres ainda hoje! Foi lá (no Facebook) que ela postou esta mensagem.
Joubert O. Sobº




                “Essencial é para a fé não ver e crer no que não se vê” 
Louis Bourdaloue


“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”
Hebreus 11:1

Há 5 anos recebi um diagnóstico de câncer no cérebro (glioblastoma nivel IV – maior grau de malignidade), sendo inoperável e incurável.

Eu teria 6 a 9 meses de vida, segundo vários médicos. 

Se puder, procure na Internet esta doença para entender sua gravidade. Simplesmente não há casos de cura!!!

Há mais de 4 anos tenho vivido sem a compreensão deles. 

Exames recentes ainda confirmam a presença do tumor, miraculosamente “estacionado”. 

Eu esperava ouvir que ele deixou de existir ou está cauterizado!!! Mas o Senhor continua a falar: você precisa crer no que não se vê!! todos os dias... Esta é a fé que agrada a Deus!!! 

Quero viver os meus dias servindo-O e agradecendo pelo presente que Ele tem me dado: a vida! 

Quero usufruí-la plenamente em nosso ministério, com nossos filhos, nossa família, nossos amigos... e crendo, mesmo não vendo!!!

sábado, 18 de junho de 2011

Hic sunt leones



Hic sunt leones

Joubert de O. Sobº
Devocional CRE – 13.06.11

Esta é uma frase latina que significa “aqui moram leões”. Segundo Malba Tahan*, é comum encontrá-la nas antigas cartas geográficas. Certamente os conquistadores, descobridores tiveram grandes surpresas ao adentrar em novas terras e continentes. Cada montanha, cada rio, cada floresta deveria ser detalhadamente descrita e, nos mapas, desenhado; muito mais se encontrassem feras temíveis como os leões.

Os alunos são, em parte, como os descobridores. Passam a conhecer territórios nos quais nunca estiveram antes. Descobrem os rios e fontes da Língua Portuguesa, os montes e vales da Física, as cavernas e cavidades subterrâneas da Matemática, as florestas da Química, as planícies da Geografia, as variações climáticas da História e os mares das Artes. Todas estas descobertas se fazem, especialmente em nossa escola, sobre os princípios da Palavra de Deus, onde o conhecimento da verdade se faz reconhecendo sua origem em Deus. Consequentemente, com este mapa que compõe a nossa cosmovisão cristã, passamos a conhecer também a pessoa de Deus.

Há duas grandes necessidades no mundo: conhecer a Deus e conhecer o ser humano. Sob a revelação bíblica, ao conhecer a Deus conhecemos também a humanidade. Porém, é patente que muitos especialistas e profundos conhecedores de determinadas áreas da ciência desconhecem quase que totalmente os meandros de si mesmos, os valores ocultos da alma, as potências das paixões ameaçadoras e a localização exata das feras interiores. No mapa de si mesmos não sabem onde devem escrever: hic sunt leones...     
    

Pensadores antigos já enxergavam essa necessidade e propunham alguns exercícios para conhecimento de si mesmos, conforme descreve Malba Tahan. Seria bom se nos acostumássemos a fazer o mesmo.

Pitágoras recomendava que se cada um fizesse estas perguntas a si mesmos duas vezes ao dia: Que fiz eu? Como o fiz? Fiz tudo o que devia fazer?

Quíntio Céxtio fazia para si todas a noites estas perguntas: A que fraquezas de meu caráter busquei remédio hoje? Que defeitos combatí? Em que foi que me tornei melhor?

Sêneca escreveu: Tenho o hábito de examinar-me cada dia. À noite, depois de apagar a luz, percorro o meu dia em pensamento e ponho todas as minhas palavras e todas as minhas ações no prato da balança.

Sabemos, porém, que muito antes desses pensadores concluírem que o conhecimento de si mesmo era importante para a vida, os profetas do Senhor já clamavam ao povo de Deus que fizessem um autoexame e se arrependessem:

Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o SENHOR. Lamentações 4.40.

A Bíblia é clara em nos chamar ao autoconhecimento sob a perspectiva de Deus:

Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. 2 Coríntios 13.5.

Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. 1 Coríntios 11.28.

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Mateus 7.5

E não somente isto; a Bíblia indica qual é a causa de tanta dificuldade em se autoconhecer e se autoexaminar: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Jeremias 17.9. Essa é, hoje, a mesma causa que torna difícil às pessoas fazerem uma “carta geográfica” de si mesmos.

Se nosso coração não nos ajuda neste trabalho, podemos orar e pedir ajuda do Senhor para este autoexame:

Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmo 26.2

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. Salmo 139.23,24.


Certamente o Espírito Santo nos esclarecerá e nos fará conhecer nossas forças e fraquezas, nossos lugares de paz e de extremo cuidado em nosso interior. Quanto mais conhecermos a Deus através das Escrituras Sagradas, mais conheceremos a nós mesmos a ponto de sermos capazes de elaborar o mapa da alma.

* TAHAN, Malba. Lendas do céu e da terra. 16.ed. São Paulo: Conquista, 1964. p.199.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O ateu e o mal


Gregory Koukl
por Hamilton Furtado, terça, 14 de junho de 2011 às 19:18

Depois de décadas discutindo o problema do mal, eu descobri uma abordagem que tem maciçamente simplificado minha tarefa, que sutilmente vira o jogo com os ateus, pendurando-os adequadamente sobre os chifres de seu próprio dilema.

Veja como ele funciona. Eu não começo a minha resposta com preocupações tácticas (manobras sobre as especificidades), mas sim com um ponto estratégico (o quadro geral) pretendendo mostrar que o ateu ele próprio não está fora do cerco do problema do mal.

Para preparar o terreno, começo esclarecendo o desafio em termos nítidos. Eu explico a lógica da denúncia. Então, eu ofereço uma anedota, ilustração ou notícia com cenas fortes (sempre há algum horror nas manchetes), acentuando a gravidade do protesto do ateu. Em suma, tento aumentar a força emocional da objeção.

Em seguida, eu digo ao público que não lido com o problema em primeiro lugar como teólogo ou filósofo, ou mesmo como um cristão, mas como um ser humano tentando entender o sentido do meu mundo. Provas do mal abundam flagrantemente. Como faço para contabilizar tal depravação?

Mas, eu sou rápido para acrescentar – e aqui é o movimento estratégico –  eu não estou sozinho. Como teísta, eu não sou o único confrontado com este desafio. O mal é um problema para todos. Toda pessoa, independentemente da religião ou visão de mundo, deve responder a essa objeção.

Até mesmo o ateu. E se alguém é assaltado por uma tragédia pessoal, afligido por eventos mundiais, vitimados pela corrupção religiosa ou abuso e responde a isso com uma rejeição a Deus tornando-se ateu (como muitos fizeram)? Note que ele não resolveu o problema do mal. Ele simplesmente eliminou uma possível resposta: o teísmo.

O ateu não pode levantar a questão, virar nos calcanhares e dar no pé. Sua objeção é que o mal existe realmente, objetivamente, como uma característica real do mundo. De outro modo, por que levantar a questão? Mesmo que o teísmo não consiga dar uma resposta satisfatória, o problema não desaparece. O mal continua.

O ateu ainda tem de responder à pergunta: "Como posso explicar o mal agora, como um ateu? Como faço para responder ao problema do mal de uma visão de mundo materialista?" Ele já não tem os recursos do teísmo para sacar. Então o que é que restou a ele?

Há apenas uma solução para ele. O ateu tem que jogar a carta do relativismo. A moralidade é tanto o produto de um contrato social ou um truque da evolução. Isso é o melhor que o materialismo pode fazer. Sua própria resposta ao problema do mal, então, é que não há nenhum problema do mal. A moralidade é uma ilusão. Seja o que for, é certo. Nada mais pode ser dito.

Você vê em que lugar difícil isso coloca o ateu? Se esta é a resposta certa para o problema do mal, então a sua queixa inicial desaparece. O único mal que pode começar a tracionar um problema contra Deus deve ser algo real – mal objetivo – não apenas uma invenção cultural ou biológica.

Aqui está a ironia. A existência do mal inicialmente torna o ateu furioso, mas a sua própria visão de mundo transforma o mal objetivo com o qual ele ficou tão indignado em uma completa ilusão.

O grande filósofo ateu do século 20, Bertrand Russell, perguntava como alguém pode falar de Deus, quando ajoelhado na cama de uma criança morrendo. Seu desafio tem força retórica poderosa. Como alguém pode se agarrar à esperança de um soberano benevolente e poderoso em face de tal tragédia?

Então, o filósofo cristão William Lane Craig oferece esta resposta: "O que o ateu Bertrand Russell vai dizer quando ajoelhado ao lado da cama de uma criança morrendo? "Muito ruim"? "Azar"? "As coisas são assim"? Não há final feliz? Nenhum sol por trás das nuvens? Nada além do devastador mal sem sentido?

Eles não podem falar da paciência e da misericórdia de Deus. Eles não podem falar da perfeição futura que aguarda todos os que confiam em Cristo. Eles não podem oferecer o conforto de um Deus redentor trabalhando para fazer com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam e são chamados segundo o seu propósito. Eles não têm "boas notícias" de esperança para um mundo falido. Sua visão de mundo lhes nega esses luxos.

O que me leva à questão mais importante a fazer sobre o problema do mal: Que visão de mundo tem os melhores recursos para dar sentido a este desafio?

A resposta não é o ateísmo. A resposta para o mal é Deus, em Jesus, na cruz, no Calvário. As particularidades ainda devem ser desenvolvidas. Mas eu começo com a questão estratégica, primeiro. Isso define o cenário. Só depois posso entrar em detalhes.