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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A esquerda e o seu demônio

A esquerda e o seu demônio

Eguinaldo Hélio Souza - 24 Nov 2016

Manipular palavras é parte essencial da guerra cultural esquerdista. Desmascarar essa manipulação é nosso dever, uma árdua tarefa para desintoxicar o pensamento da nação.


Essa estratégia, chamada de novilíngua, é descrita na obra 1984 de Orwell. Vemos essa manipulação no uso da palavra “burguesia”, feita pelo marxismo clássico. Ao contrapor “cultura proletária” a “cultura burguesa” não estava acontecendo nenhuma descrição da realidade, mas criava-se um antagonismo artificial para ser utilizado na destruição de seus oponentes. Vemos isso ao lidar com a família.


A esquerda é inimiga da família judaico-cristã. A imagem do Salmo 128 é para ela uma abominação que precisa ser extirpada. No entanto, ela não a define como família judaico-cristã. Define como “família burguesa”. Qualquer instituição, qualquer pensamento, qualquer ação que não pertença aos dogmas sacrossantos da esquerda, será chamada de “burguesa”. A imprensa é burguesa quando critica a esquerda. A cultura é burguesa porque não reflete os pensamentos de Marx e não os adota como seu credo. Seus oponentes ou discordantes serão chamados de burgueses, mesmo que trabalhem no chão da fábrica. E eles próprios serão os representantes do pensamento proletário, ainda que descendam há muitas gerações de grandes famílias capitalistas ou da classe média. Como em tudo que se envolvem, suas mentes não têm o mínimo compromisso com a verdade, mas apenas com o mundo fictício que criaram, onde eles são os mocinhos e seus opositores, independente da origem, são o seu “diabo”. O Grande Irmão se alimenta de seu Goldstein.


A burguesia é o seu demônio, seu opositor máximo. Ele não tem forma definida. Tudo o que se opõe a esquerda receberá esse nome. Isso não tem nada haver com a realidade, em como as coisas são. Isso é tática de guerra ideológica. Hitler, em seu Mein Kampf a definiu claramente:


“A arte de todos os grandes condutores de povos, em todas as épocas, consiste, em primeira linha, em não dispersar a atenção de um povo e sim concentrá-la contra um único adversário. (...) Faz parte da genialidade de um grande condutor fazer parecerem pertencer a uma só categoria, mesmo adversários dispersos, porquanto o reconhecimento de vários inimigos nos caracteres fracos e inseguros, muito facilmente conduz a um princípio de dúvida sobre o direito de sua própria causa”[1]


É bom frisar que não foi a esquerda que aprendeu com Hitler, mas Hitler aprendeu com os comunistas. “Esses ‘gêmeos heterozigotos’ (Pierre Chaunu), ainda que inimigos e originários de histórias diferentes, tem vários traços em comum”.[2]. Manipular palavras e unificar os inimigos é um deles.


A grande maioria dos esquerdistas é burguesa no sentido literal da palavra. Mas sua guerra cultural exige uma demonização dos adversários. E para isso é preciso que todos os seus inimigos sejam classificados como um grupo único. Roubando do cristianismo as essências que julgaram convenientes, eles são os salvadores do mundo em luta contra as hostes das trevas. E o nome dessas hostes é “burguesia”. Assim ficou fácil. O marxismo odeia tudo o que é cristão, inclusive a família cristã. Para não dar na vista, a chama de burguesa.


“De modo semelhante, respondendo à segunda crítica, ele [Marx] argumenta que a abolição da família significava a abolição da família burguesa...”[3]. Um excelente disfarce para reunir seus inimigos sob um único teto. Como testemunhou um senador americano, que conheceu Marx pessoalmente em seus trinta anos: “Eu me lembro claramente do cortante desdém com que ele pronunciava a palavra ‘burguês’; e de “burguês” — isto é, um exemplo detestável da mais profunda degeneração mental e moral — ele chamava qualquer um que ousasse opor-se a suas opiniões”[4]


Dessa forma o pensamento vai sendo distorcido e os discordantes vão sendo classificados, não como legítimos pensadores, formadores de opinião, críticos honestos ou portadores da verdade. As instituições vigentes, inclusive a família, não são elementos adequados para orientar a realidade. Tudo o que não é de esquerda precisa ser destruído.


Não se engane. A família burguesa que o marxismo se propôs destruir desde os seus primórdios é, na verdade, a família cristã. A cultura contra a qual luta, embora a chame de burguesa, é na verdade a cultura judaico-cristã. O marxismo luta para descristianizar nossa civilização, mas jamais assumirá isso. Da mesma forma que os nazistas chamavam seu genocídio de “limpeza étnica”, eles ocultarão as maiores maldades sob os nomes mais doces, e chamarão “demoníacas” as ações mais sublimes dos que deles discordam.


O que dizem que querem fazer, parece bom. O que realmente querem fazer é sempre mal. Palavras em seus lábios, não são descrições correspondentes à realidade. São armas cruéis que utilizam para destruir e recriar o mundo à imagem e semelhança de suas mentes deturpadas. E se não conseguirem reconstruir nada, a mera destruição já lhes basta.


Fonte: www.juliosevero.com

quarta-feira, 29 de junho de 2016

31 ANOS DE ALIANÇA

31 ANOS DE ALIANÇA

Inez e Joubert



Há 31 anos resolvemos unir nossas virtudes e defeitos, alegrias e tristezas, capacidades e limitações. Concordamos, no entanto, que beberíamos sempre da mesma fonte inesgotável da vida e do amor de Deus. 
Nunca sofremos com a sede. 
Obrigado, Senhor!



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A bênção do freio, do leme e do fogo

A bênção do freio, do leme e do fogo

A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto. Pv 18.21

Mensagem aos Pais – Capelania CRE – 07/08/14
Joubert de O. Sobº, pr.

O Poder da Palavra 
As crianças “leem” e “ouvem” nossas vidas tanto quanto nossas palavras.
Deus criou tudo pela Palavra, Gn 1.3
Jesus curou através da Palavra, “sê curado”, Mt 8.3
A palavra pode edificar, animar, consolar, elevar a autoestima e amor próprio.
A palavra também pode destruir, arruinar, deprimir, trazer dor à alma.
As crianças esquecem as “chineladas”, mas não esquecem broncas ou palavras duras e ferinas.
Palavras são veículos de benção ou maldição.

As maldições do dia-a-dia
Nick cruz era chamado por sua mãe de “demônio” e “filho do demônio”.
Quando cresceu, se tornou líder de uma das maiores gangs de rua de Nova York (leia o livro Foge, Nick, Foge!).
Há pais que, pensando serem palavras inofensivas, falam coisas que dão às crianças uma noção errada de si mesmas:

•      Você é terrível!
•      Você é má!
•      Você é egoísta!
•      Como você é impaciente!
•      Por que você é tão inseguro?
•      Você é chato (a)
•      Você é insuportável. Não sei como te aguentam na escola
•      Que coisa feia!
•      Você está gorda, magra, etc.
•      Que roupa ridícula!
•      Você sempre tira notas baixas nesta matéria... Você é burro!

A profecia comportamental
É preciso distinguir, diferenciar a identidade da criança da atitude que ela toma. Ela pode estar agindo com egoísmo, mas não é egoísta; pode estar insegura, mas não ser insegura; pode agir de forma má, mas não ser má. Por receio de que os filhos se comportem mal, muitos pais dizem palavras que acabam reforçando o comportamento indesejado. Em psicologia isto tem um nome apropriado: profecia comportamental.
Nada pior do que uma maldição, porém existe algo mais poderoso que ela: a bênção!

O poder da Bênção
A palavra bênção, na Bíblia, aparece 640 vezes no AT e significa = dobrar os joelhos – Inclinar-se diante de alguém como uma forma de mostrar valorização àquela pessoa. Esse é o conceito de bênção. Toda vez que abençoamos alguém, nós a valorizamos – Isaque abençoou a Jacó, Gn 27.27,29.

As cinco partes da Benção

1. Toque significativo
Beijo, abraço, imposição de mãos, E chegou-se, e (Isaque) beijou-o (a Jacó); então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o… Gn 27.26. O toque afetuoso comunica calor, aceitação pessoal, afirmação e saúde física.

2. Mensagem falada
A bênção só se torna real quando pronunciada. O silêncio comunica confusão. Sem falar produzimos insegurança quanto ao valor pessoal e aceitação. A bênção familiar depende da palavra falada: Abraão falou uma bênção para Isaque; Isaque falou uma bênção para Jacó; Jacó falou uma bênção para cada um dos seus doze filhos e dois netos. Uma bênção nunca se torna real a não ser que ela seja falada.

3. Grande valorização daquele que está sendo abençoado
Valorizar significa atribuir honra, bênção, como vimos acima, significa dobrar joelhos, reverência, êxtase diante de uma pessoa importante. Palavras de Bênção devem conter o reconhecimento de que a pessoa é valiosa e tem qualidades (relativo ao que ela é e não ao desempenho), Gn 48.

4. Visualização de um futuro especial para quem está sendo abençoado
Lares judeus visualizam um futuro especial para os filho: Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto. Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem. Gn 27.28,29. Podemos ajudar a estabelecer alvos significativos e indicar que os dons e traços de caráter dados por Deus são atributos que Deus abençoará no futuro. Conta-se que uma mãe judia passeava com seus gêmeos recém-nascidos num carrinho duplo e uma amiga chegou e perguntou o nome deles. A mãe, em resposta, logo perguntou: – O nome do médico ou do advogado? Deus sinaliza aos pais sobre o futuro de seus filhos, creio que, justamente para que possam abençoá-los, Gn 49.

5. Um compromisso diligente de cumprir a bênção
Essa é a responsabilidade de quem dá a bênção. Os pais devem depender do Senhor para lhes dar a energia e capacidade de confirmar a bênção dada aos seus filhos. Se seu filho será um grande pianista, conceda-lhe um piano. Por que não abençoar o casamento de seu filho e sua filha desde já? Por que não abençoar a profissão que ela vai escolher, os negócios que irá fazer, as viagens que fará, a saúde, os netos que gerarão? Comece a colocar as bênçãos em palavras e declare-as hoje!

A Mensagem falada
A palavra tem o poder de erguer ou esmagar emocionalmente.
Lembre-se: uma bênção nunca se torna real a não ser que ela seja falada.
Existem pessoas ao seu lado que precisam ouvir desesperadamente palavras de bênção vindas de você.
Deus falou e o mundo se fez,
Salmos 33:6  Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca.
Foi a Palavra que se fez carne, quando Deus amou o mundo, Jo 1.14

Tiago e as três figuras que demonstram a importância da palavra falada. Elas mostram a capacidade que possuem de construir ou destruir, abençoar ou amaldiçoar:

1.          O freio, Tg 3.3 – CONTROLE

Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.

Nossas palavras podem frear coisas boas ou coisas ruins. Podem controlar positivamente ou negativamente.

2.         O leme, Tg 3.4 – DIREÇÃO

Vede também as naus que, sendo tão grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.

O leme trata da direção. Nossas palavras podem indicar a direção dos filhos quer do fracasso quer do sucesso.

3.          O fogo, Tg 3.5,6 – INSPIRAÇÃO, ENERGIA, PAIXÃO

Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza (toda a carreira da existência humana), e é inflamada pelo inferno.

Há palavras que fazem queimar o coração dos filhos, quer de amor quer de ódio, quer de alegria, quer de angústia. Basta um pouco de fogo...

O inimigo mais terrível: A ausência das palavras faladas
A maioria dos pais quer o bem de seus filhos e cuida para que não sejam tocados pelo mal.
Mas, na hora de lhes falar palavras de bênção, os entregam ao SILÊNCIO. O silêncio comunica uma mensagem, um eloquente discurso que marca a vida de uma pessoa e a leva para o desequilíbrio.

Declare as bênçãos sobre seu filho ou filha agora! Afaste a desculpa do amanhã eu falo... Abençoe hoje!
Deus lhe deu este poder, este direito, este privilégio!
Feliz Dia dos Pais!

Bibliografia (leitura recomendada)

A Dádiva da bênção na família - Gary Smalley/ John Trent
O poder da palavra dos pais – Elizabeth Pimentel
Há poder em suas palavras – Don Gosset