segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Redenção do Barquinho

A Redenção do Barquinho
Comprados de volta 

Joubert de O. Sobº
Devocional CRE -  08.11.10

1 Tm 2.5,6 Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

Deus é Redentor

A ideia de redenção é muito forte nas Escrituras. Ela é apresentada como parte da essência do próprio Deus. Ele, desde o início é descrito como o redentor que redime a Israel:

Salmos 130:7 - Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção,
Salmos 111:9 - Redenção enviou ao seu povo; ordenou o seu concerto para sempre; santo e tremendo é o seu nome.

O significado da palavra redenção

A princípio redenção significa livramento de algum mal ou liberdade adquirida através do pagamento de um preço. No passado os prisioneiros de guerra poderiam ser soltos através do pagamento deste preço cujo nome era resgate. A palavra redenção tem três significados. Unindo-os temos o significado geral:


  • Comprar no mercado; 
  • Tirar do mercado; 
  • Pagar um resgate de modo que o prisioneiro possa ficar livre.
Portanto, de forma ampla podemos entender que redenção é comprar e retirar do mercado (o escravo), libertando-o para uma nova vida.

O preço da redenção

Com base na afirmação de Jesus de que “todo o que comete pecado é escravo do pecado”, Jo 8.34, Paulo menciona que, ao viver na carne, ele mesmo era um vendido à escravidão do pecado, Rm 7.14, isto é, vendido a um cruel senhor de escravos, estado de todos os que estavam sem Jesus, Rm 6.17. Para que os condenados no pecado se libertassem desta escravidão era necessário que um preço fosse pago. A cruz de Cristo foi o preço do resgate. Sua vida entregue em sacrifício foi a redenção dos escravos da carne e do pecado e, por conseguinte, do império da morte, Hb 2.14.

Resgate também exprime ideia de esforço, isto é, Deus se empenhou, investiu com zelo e vigor, aceitou promover este livramento com o custo de si mesmo: a morte expiatória que cumpre a pena do escravo e o reabilita. O sangue de Jesus é o preço da redenção:

Efésios 1:7 - Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,
Hebreus 9.12 - nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

O barquinho perdido

Conta-se que um menino ganhou de aniversário um barquinho. E ele gostou muito daquele brinquedo. A alegria do garoto era brincar com o barquinho no lago de um parque. Ocorre que um dia caiu uma repentina tempestade. O vento forte levou o barco para fora do seu alcance. Como a chuva forte encheu o lago, as águas escorreram com força pela saída do reservatório. O barquinho do menino foi junto para os esgotos e riachos da cidade.

Como o garoto ficou triste! Era o seu melhor brinquedo. Dias depois, ele passou por uma loja de brinquedos e, através da vitrine, viu algo que o deixou pasmado: o seu barquinho perdido! Entrou rápido para vê-lo de perto. Não havia dúvidas. Era o seu barquinho. Chamou o dono da loja e contou-lhe o que havia acontecido. Para provar mencionou que seu pai havia inscrito no casco do barco as iniciais do seu nome. O dono da loja pegou o barco, olhou o casco e viu que era verdade o que o garoto dizia.

O homem foi dizendo que sentia muito, mas alguém havia trazido o brinquedo à loja, fez uma oferta de venda e ele o comprou. Agora pertencia a ele. E foi direto: - Para que você leve o barquinho terá que pagar o que eu paguei por ele.

O menino voltou para casa ainda mais triste. O barquinho lhe pertencia, mas não poderia tê-lo, pois não tinha dinheiro para comprá-lo. Sentia que aquilo não era justo. Naquela noite, quando o pai voltou para casa, soube por que seu filho estava ainda mais triste. No dia seguinte o pai foi à loja e comprou de volta o barquinho e o devolveu ao filho, o real proprietário.

Somos como o barquinho

Esta história exemplifica muito bem o que é redenção. O barquinho foi comprado de novo e retirado do “mercado” para ficar na “liberdade” de pertencer ao seu verdadeiro dono. Nós fomos criados com a “marca” de Deus. O pecado nos afastou dele. Então, Jesus, morreu por nós para pagar a nossa dívida, comprando-nos de volta para Deus, retirando-nos do mercado do pecado e libertando-nos da escravidão do império da morte. Fomos redimidos, em Jesus está a nossa redenção. Agora pertencemos ao verdadeiro proprietário de nossas vidas. O Espírito Santo nos selou para proteger-nos de sermos levados pela correnteza do pecado. Concordemos com ele e vamos nos alegrar em gratidão por tão grande amor.

Ef 1.13,14 - fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.
Efésios 4.30 - E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.

sábado, 30 de outubro de 2010

A integridade é como uma cidade sobre um monte



A integridade é como uma cidade sobre um monte
Dn 6.1-16


Joubert de O. Sobº
Devocional CRE – 25.10.10

Integridade é retidão, honradez, pureza intacta. Aquele que é íntegro tem comportamento exemplar; procura fazer o que é correto em todas as áreas da vida; faz o que é certo ainda que sofra castigo. Daniel era um homem íntegro. Foi jogado na cova dos leões não porque tinha feito algo errado, mas porque fizera o que era correto! Bem, o mundo é assim. Embora o certo mereça recompensa e o errado castigo, nem sempre é o bom senso que impera.

O rei Dario pensou numa nova maneira de administrar seu reino: ele nomearia 120 presidentes e, sobre eles, três príncipes a quem os presidentes dessem conta. Isto o preservaria de sofrer desgastes, danos e perdas. No entanto, aos olhos do rei, Daniel se distinguia dentre os três porque possuía um espírito excelente. Tanto que pensou colocá-lo acima dos três príncipes. Este fato trouxe a imediata inveja dos demais. Daniel tinha mais de 80 anos quando este fato ocorreu.

Motivados pela inveja puseram os olhos sobre Daniel na intenção de pegá-lo em algum erro. No entanto, Daniel tinha a sua integridade visível a todos e eles tiveram que atestar se aquilo que viam era mesmo real. Vejamos as constatações dos que estavam ao redor de Daniel:

1.      O espírito excelente

Então, o mesmo Daniel se distinguiu desses príncipes e presidentes, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino. Dn 6.3

A palavra excelente também significa extraordinário. O espírito de Daniel tinha algo mais que o colocava acima de todos os outros. Isto já tinha sido notado antes, Dn 5.10-12; a rainha notificou a Belsazar do espírito excelente de Daniel capaz de desvendar as letras escritas na parede. De onde vinha este espírito excelente de Daniel? Da sabedoria divina que habitava seu coração. Desde criança era temente ao Senhor e, o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, Sl 111.10; Pv 9.10. Deus lhe capacitou com o dom de entender visões e sonhos, Dn 1.17, Ora, a esses quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos.

Hoje é o Espírito Santo habitando em nosso interior, Rm 8.9-16, que pode tornar nosso espírito excelente e a nossa vida extraordinária. Ele pode frutificar em nós o caráter de Jesus, Gl 5.22,25 e nos permitir usar os dons que lhe pertencem, Hb 2.4; 1Co 12.7-11. Os “espíritos excelentes” em Jesus terão destaque onde quer que estejam, quer para receber admiração de reis, quer para ser alvo da inveja dos que sentem ódio e desgosto pelo bem alheio. Estejamos preparados.

2.      Fidelidade no trabalho

Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, Dn 6.4

Os olhos dos invejosos focaram as atividades de Daniel nas coisas do reino, isto é, em seu trabalho. Ser um alto funcionário do reino era uma grande responsabilidade. Certamente ele tinha poder de decisão e influência sobre muitos assuntos, responsabilidade por várias áreas e estruturas fundamentais do reino. Suas ações passaram pelo crivo de quem procura erros com avidez, de quem o media pela régua de especialistas em enganos, embustes e artimanhas. Esse grupo de consultores indesejados teve que atestar que, na rotina de trabalho de Daniel, nada o desabonava.

Se nossa rotina no trabalho passasse por uma “consultoria” destas, com má intenção, disposta a encontrar qualquer coisa que justifique uma reprovação, será que teríamos o mesmo resultado? Na verdade muitos executivos e donos de negócios e empresas procuram por gente fiel e estão dispostos a recompensar muito bem esta confiança, mas o homem fiel, quem o achará? O justo anda na sua integridade (RA), Pv 20.6,7.

É nosso dever trabalhar como se trabalhássemos para Deus, afinal os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males, 1Pe 3.12. Portanto urge que tenhamos uma vida profissional honrada e honesta perante os homens para que não tenham nenhum mal a falar de nós, como diz 1 Pedro 3.16: tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom procedimento em Cristo.

3.      Pureza pessoal

Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel...
e não se achava nele nenhum vício nem culpa, Dn 6.4

Já que não encontraram nada na vida profissional de Daniel, os invejosos voltaram suas lentes (microscópicas e telescópicas) a examinar minuciosamente sua vida íntima, sua prática pessoal. Examinar alguém na intimidade dá trabalho. Não é tão simples. É preciso acompanhar cada passo, cada decisão, cada deslocamento. E tudo discretamente.

Muitas pessoas deveriam estar envolvidas no acompanhamento de Daniel. O que fazia ele em seu tempo de folga? Qual era sua rotina quando ficava em casa? E quando saía, para onde ia? Que lugares ele costumava freqüentar? Teria ele alguma fraqueza sexual? Como era seu relacionamento com os amigos? Teria Daniel algum vício escondido, alguma dependência? Alguma prática dele era excessiva, descontrolada, indecente a ponto de envergonhá-lo, denegrir sua imagem, manchar a sua dignidade perante o rei, caso viesse a público?

Depois de minuciosa investigação e rigorosa observação foram obrigados a constatar que a vida pessoal de Daniel era isenta de impurezas, totalmente verdadeira, irrepreensível e límpida. Ele não escondia nada de ninguém.

Alguém já disse que o que somos realmente, é demonstrado no que fazemos quando estamos sozinhos. Temos práticas pessoais que seriam reprováveis se expostas aos nossos parentes e amigos? Escondemos alguma coisa? Sabemos que diante de Deus não há como esconder nada, Sl 139.8-13. E se tivermos algo vergonhoso em nossa vida que nos reprovaria? Temos saída: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1Jo 1.9.

O sacrifico de Jesus nos proporciona purificação de nossos pecados se andarmos em comunhão, 1Jo 1.7, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Obedecendo a Palavra de Deus nossa alma é purificada, 1Pe 1.22; Ef 5.26. A finalidade de Deus ao nos salvar é que seu amor habite num coração puro, com uma boa consciência e fé sincera e verdadeira, Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida, 1Tm 1.5. Portanto, podemos ter uma vida pura diante de Deus, a ponto de ser reconhecida diante dos homens, como Daniel teve.

4.      Constante comunhão com Deus

Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Dn 6.10

Já que não encontraram nada em sua vida profissional que pudesse infamá-lo, nem em sua vida particular que pudesse manchá-lo, resolveram criar uma lei que ele não poderia deixar de transgredir. Para eles ficou evidente que ele tinha uma forte devoção para com Deus, e este relacionamento era de suma importância para sua vida. Contrariar esta prática era a única oportunidade deles: Então, estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus, Dn 6.5. Talvez eles tenham até pesquisado a Lei de Moisés a fim de saber os mandamentos a que Daniel se submetia.

Assim, em conspiração contra Daniel, príncipes e presidentes elaboraram um edito real que proibia, por trinta dias, qualquer pessoa fazer qualquer petição a outro deus senão ao rei. A transgressão desta ordem seria punida com o lançamento do transgressor na cova dos leões. O rei aceitou acolher a sugestão de seus subordinados.

Daniel, ao saber do edito, não mudou seu costume, não se desesperou, não reclamou com o rei, não passou a orar escondido. Levou seu caso para o Senhor em oração como era sua prática. Continuou a fazer aquilo que constituía seu hábito: voltou para casa. No andar de cima havia um quarto com janelas que davam para Jerusalém. Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao seu Deus. Ele costumava fazer isso três vezes por dia. Dn 6.10 LH.

O rei Davi já tinha expressado a mesma situação no Salmo 55. Ele sofria com a opressão dos inimigos e muito mais com a traição de quem andava ao seu lado, os amigos íntimos. Davi espera em Deus e declara: v.16,17, Mas eu invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará. De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, (o dia hebreu começava de tarde, portanto a ordem das orações mencionam o dia inteiro) e ele ouvirá a minha voz. Daniel, como profundo conhecedor das Escrituras, bem poderia tem se lembrado deste salmo em sua oração após saber do edito real que certamente o condenaria.

A oração precisa tornar-se um hábito. Um hábito se obtém com a prática. Se a prática é má isto se chama vício. Se a prática é boa isto se chama virtude. A oração deve se tornar uma virtude. É um costume que os discípulos devem desenvolver. O quanto antes melhor. Como está sua prática da oração? Costuma separar tempo durante o dia para conversar com o Pai? No momento de crise é esta prática que nos dará equilíbrio e segurança das decisões que deveremos tomar. E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração, 1Pe 4.7; Orai sem cessar, 1Ts 5.17.

A proteção e o juízo de Deus

Fato é que, mesmo contrariando a vontade do rei que percebeu a intenção dos conspiradores, Daniel foi lançado na cova dos leões. Porém o Senhor fechou a boca dos leões que não o tocaram durante toda a noite. Pela manhã o rei o encontrou ileso, o retirou da cova e puniu com o mesmo rigor seus inimigos, lançando-os com seus familiares na mesma cova, onde os leões os despedaçaram. Dn 6.11-28.

Ser íntegro é ser reto em todas as coisas e não somente em parte delas

Charles Swindoll conta, em seu livro Firme Seus Valores, sobre um rapaz que, acompanhado de uma jovem, entrou numa loja de frango frito para comprar algo para comer em seu passeio romântico. Pediu uma caixa grande de frango frito o qual pagou e saiu rapidamente. Ao abrir a caixa na hora de comer notou que em seu interior, ao invés de frango frito, havia muito dinheiro. O gerente da loja pegou todo o dinheiro das vendas do fim de semana e escondeu numa caixa grande de frango frito. Na hora de entregar o pedido entregou a caixa errada.

O jovem admirado imediatamente fechou a caixa, entrou no carro com a jovem e voltou à loja. Mostrou o conteúdo ao gerente que ficou muito espantado. Aliviado, agradeceu, pediu desculpas, deu-lhe uma caixa de frango frito e, quando o jovem fazia menção de sair, pediu:
- Espere. Tenho um amigo que trabalha no jornal da região e eu poderia chamá-lo para contar esta história; você é um exemplo de honestidade; eu poderia tirar uma foto sua....

O jovem negou veementemente. Como o gerente insistia, ele se aproximou e disse em voz baixa:

- Deixa pra lá, esquece. A menina ali no carro não é a minha esposa... E foi saindo enquanto o gerente, um tanto engasgado, tentava processar a informação.

Como pode alguém ser tão honesto com o dinheiro alheio e tão desonesto com a esposa? É assim que muitas vezes somos: justos em algumas coisas e injustos em outras. Deus quer nos fazer íntegros, justos por inteiro, dignos em tudo o que fazemos: 1Pe 1.15, mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. Vimos que a verdadeira integridade não pode ser ocultada, omitida ou escondida. Somos como a cidade que Jesus mencionou: - Vocês são a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte, Mt 5.14.

sábado, 23 de outubro de 2010

Receba o Presente e CARPE AETERNITATEM


Receba o Presente e
CARPE AETERNITATEM

Joubert de Oliveira Sobrinho, pr.
Devocional 22.10.10

Era tudo o que eu queria!
Uma vez eu e minha esposa ganhamos de presente um apartamento, frente para praia, em Pitangueiras, no Guarujá. É verdade! Aconteceu assim: eu estava retirando o carro da garagem e a Inez esperava no portão. Um taxi parou e dele desceu uma senhora, uma irmã que freqüentava a igreja. Ela cumprimentou a Inez e, enquanto remexia o fundo da bolsa, foi dizendo: - Trago boas notícias, veja que coisa boa... Não é uma bênção? Ela tirou um molho de chaves, o entregou à Inez e explicou com um grande sorriso na face: - Sabe o meu apartamento do Guarujá? Pois bem, agora pertence a vocês!

A Inez admirada, mas percebendo o “clima”, com raciocínio ligeiro de uma psicóloga versada, respondeu: - Puxa! Muito obrigada, irmã! É uma grande bênção! Mas, acontece que o Joubert não vai poder ir ao apartamento tão cedo. Ele está cuidando da reforma da igreja, como a irmã sabe... E se a irmã ficasse com as chaves e cuidasse do apartamento para nós? Enquanto falava devolveu as chaves para a mão da irmã a tempo de fechá-la apertando-a com as duas mãos.

A senhora concordou imediatamente. Com prazer ela cuidaria do apartamento e nós não precisaríamos nos preocupar. Assim que quiséssemos poderíamos procurá-la. Antes de voltar ao taxi e partir, ela deixou um bilhete para mim. Nele estava escrito a razão dela nos presentear com aquele apartamento: um texto do Antigo Testamento, Números 5.9,10, “Semelhantemente, toda oferta de todas as coisas santificadas dos filhos de Israel, que trouxerem ao sacerdote, será sua. E as coisas santificadas de cada um serão suas; o que alguém der ao sacerdote será seu”.

Porque fomos os felizardos
A distinta senhora era uma fiel irmã em Cristo, elegante, inteligente e de família abastada. Sofria, porém, de um quadro clássico de psicose: esquizofrenia paranóide. Ela traduziu um livro do inglês para o português que explicava detalhadamente o tabernáculo de Moisés. O fato é que, a partir dali, seus delírios passaram a conter elementos bíblicos descritos naquele livro. E a razão dela decidir doar o apartamento do Guarujá para nós foi pelo seguinte acontecimento. Ela havia emprestado o apartamento para as férias de um casal amigo nosso. Como eles não tinham carro, nós os levamos até lá. Antes de sairmos, o casal pediu que orássemos para que tivessem um abençoado descanso naqueles dias. Assim oramos naquele apartamento. A senhora, ao saber disso lembrou-se do texto de Números e considerou que eu, sendo sacerdote, ao orar, estava santificando o apartamento. Isto, de acordo com a Lei de Moisés, interpretada pela mente em delírio psicótico, me tornava o novo proprietário...

O Termo ou Contrato de Doação
Digamos que, em delírio contínuo e extrema insensatez, eu tomasse posse do presente ofertado - à parte a evidente e incapacitante enfermidade da irmã que a torna inapta para decisões desse tipo -, onde o “caldo engrossaria” para o meu lado? Certamente quando a família dela solicitasse o termo ou contrato de doação com a concordância dos demais proprietários.

Conto-lhes este caso verídico como comprovação de que o ato de doar é uma ação de grande responsabilidade. Assim como sem um recibo de compra e venda não se pode passar um bem para o nome do novo proprietário, assim também uma doação. É preciso documentá-la de modo aceitável perante a Lei.

Tanto é que, juridicamente, um dom ou presente é definido por três partes indispensáveis: a) alguém tem de oferecer algo; b) alguém tem de aceitar/receber algo; c) o que aceita algo não paga por isto. Portanto, um presente ou dom é algo oferecido gratuitamente e recebido sem qualquer ideia de pagamento.

O Presente de Deus para Você
A Salvação é descrita na Bíblia como um dom, um presente gratuito de Deus para nós. Diante disto podemos chegar a algumas conclusões:

1.       Jesus é o presente de Deus, o seu dom, ofertado a nós gratuitamente.

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6.23
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2.8,9
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16

A finalidade do presente de Deus para nós, Jesus, é nos levar de volta ao pleno relacionamento com Ele. Tudo que nossa alma anseia, nossa mente deseja e nosso espírito tem sede está em Jesus. Ele pagou com a vida e ressuscitou para que nós pudéssemos ter a vida eterna com o Pai que tem por cada um de nós amor incomparável, razão desta oferta gratuita.

2.      Portanto de acordo com a natureza jurídica de um presente, Jesus, o Dom de Deus, precisa ser RECEBIDO.

Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome, João 1.12

Você percebe que no caso da oferta de um presente não existe neutralidade? Quando alguém lhe oferece um presente só há duas escolhas: RECEBER ou REJEITAR. Não há meio termo. Quem não o recebe está automaticamente rejeitando-o.

3.       Devemos aproveitar a oportunidade que temos para RECEBER a Jesus agora, imediatamente. Pode ser que o tempo oportuno de recebê-lo se acabe.

Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação. 2 Coríntios 6.2

Nós não temos domínio sobre nosso futuro. Não governamos sobre nosso tempo de vida. A oportunidade precisa ser aproveitada enquanto se apresenta. Hoje, agora, é o momento certo para decidir pela aceitação do Dom de Deus.

Quando se escolhe rejeitar o Presente
Lembro-me do jovem que numa briga matou um homem e foi condenado à morte. Uma verdadeira multidão da cidade fez uma petição de perdão ao Governador que, em resposta resolveu perdoá-lo e ir pessoalmente entregar ao jovem o documento que anulava a sentença. O Governador era também um clérigo e, com as roupas de sacerdote foi até a prisão. Ao aproximar-se da cela o jovem gritou pelas grades: - Saia daqui! Não quero ouvir mais nada sobre religião. Estou cansado desta inutilidade! - Jovem espere, tenho algo para você; deixe-me falar. – Se você não sair vou chamar o carcereiro! - Tenho boas notícias para você, as melhores possíveis. Você vai permitir que eu lhe conte? – O senhor não ouviu o que eu disse? Se não sair imediatamente vou chamar o carcereiro! – Muito bem. Replicou o Governador que retirou-se triste.

O carcereiro ouviu tudo e disse: - Vejo que você recebeu a visita do Governador! – O quê? Este sacerdote era o Governador? – Sim. E ele trazia no bolso o seu perdão, mas você nem quis ouvi-lo! Arrependido o jovem escreveu uma carta ao Governador pedindo perdão pelo modo como o tratou. O Governador leu a carta, anexou-a ao perdão rejeitado e escreveu nas costas do documento: “Não mais interessado neste caso”.

Antes de ser enforcado o jovem pediu oportunidade de falar à multidão presente: - Digam aos jovens deste país que não estou morrendo pelo crime que cometi. O Governador me perdoou. Estou morrendo porque eu não aceitei o perdão. Eu não quis ouvir o oferecimento do Governador.

Receber o presente é a nossa parte. Nem Deus nos obriga a recebê-lo, embora deseje muito que o aceitemos. Ele respeita nossa escolha. Assim disse John Marshal, Membro da Corte Suprema dos EUA, ao aceitar que um condenado à forca recusasse o perdão que lhe foi oferecido:

“O perdão é um documento cuja validade depende da entrega e esta não é completa sem ser aceita. Pode, portanto, ser rejeitado pela pessoa a quem se destina e, nesse caso, não tem a Corte poder para impô-lo”.

Os quatro passos para receber o Presente de Deus
Para receber a salvação em Jesus Cristo basta que você dê estes quatro passos.

1.    Admita que Deus não tem estado em primeiro lugar em sua vida e peça que Ele perdoe os seus pecados;
2.    Creia que Jesus morreu para pagar pelos seus pecados, que ressuscitou dentre os mortos e está vivo hoje;
3.    Aceite que o Dom da Salvação é de graça, você não precisa pagar por ele;
4.    Convide Jesus Cristo para entrar em seu coração e ser Senhor de sua vida.


Você pode dar estes quatro passos por meio desta simples oração:

Senhor Jesus, obrigado por ter me criado e me amado, mesmo quando eu o ignorava e andava nos meus próprios caminhos.

Eu sei que preciso de ti em minha vida. Lamento muito pelos pecados que eu cometi e peço que tu me perdoes.
Eu te agradeço porque me aceitas como sou e perdoas os meus pecados.

Obrigado por morrer na cruz por mim e vencer a morte.
Senhor Jesus, abro agora a porta da minha vida e te recebo como meu Salvador e Senhor.

Por favor, ajuda-me a conhecê-lo melhor.
Desejo estar dentro do teu plano para mim e ser uma nova pessoa.
Eu recebo o presente da Salvação que o Senhor hoje me dá. Amém.

Agora Carpe Aeternitatem!
Esta oração, na dimensão espiritual, significa a assinatura de um Termo ou Contrato doação, um documento espiritual, de que Deus lhe deu o Presente e você o recebeu. A partir de agora ninguém poderá questionar a veracidade de sua recepção. O presente é seu. Foi recebido gratuitamente.

Grande parte dos valores desta vida é delírio. Desvanecem em mais ou menos tempo. Um pouco parecidos com o apartamento que por alguns segundo possuí no Guarujá.

Ao fazer sinceramente esta oração, o Dom da vida eterna poderá ser desfrutado por você inteiramente desde já. Depois de receber a Jesus seu lema não será mais CARPE DIEM (aproveite o dia), mas sim CARPE AETERNITATEM (aproveite a eternidade). 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Médicos haviam aconselhado mãe de Susan Boyle a abortá-la


Médicos haviam aconselhado mãe de Susan Boyle a abortá-la

Peter J. Smith - 21 Oct 2010 05:59 AM PDT
EDIMBURGO, Reino Unido, 15 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Susan Boyle, fenômeno internacional da música, revelou numa recente autobiografia que os médicos haviam aconselhado sua mãe a abortá-la, porque achavam que a gravidez era de risco.








Boyle disparou para a fama em abril de 2009 depois de aparecer num programa de televisão da Inglaterra chamado “Britain’s Got Talent”, quando a escocesa de aparência simples chocou as audiências com uma interpretação muito forte de “Sonhei um sonho” da versão musical de “Les Misérables” de Victor Hugo.


Mas Boyle, que tem 49 anos e é natural de Blackburn, uma vila em West Lothian, Escócia, nunca teria sonhado que cantaria em palcos internacionais, se sua mãe tivesse concordado em abortá-la por conselho de médicos.
Em sua autobiografia, “The Woman I Was Born To Be” (A Mulher que Nasci para Ser), Boyle revela que os médicos recomendaram uma “interrupção da gravidez” para Bridget Boyle, que já era mãe de oito filhos, porque temiam complicações físicas.
Boyle revela que sua mãe rejeitou esse conselho como “impensável” já que ela era uma “católica devota”.
Quando Boyle nasceu por parto cesáreo de emergência, os médicos não disseram para sua mãe o costumeiro “Congratulações, Sra. Boyle! Uma bela menina”. Boyle escreveu que os médicos adotaram um modo desdenhoso de ver a vida dela — principalmente quando suspeitaram que ela estivesse sofrendo de danos cerebrais devido à falta de oxigênio.
“Provavelmente, é melhor aceitar o fato de que Susan jamais será alguma coisa”, Boyle recontou os médicos dizendo para sua mãe. “‘Susan jamais virá a ser alguma coisa. Portanto, não espere muito dela’”.
“Tenho certeza de que eles tinham intenções muito boas”, continuou Boyle, “mas não penso que eles deveriam ter dito isso, porque ninguém pode predizer o futuro”.
“O que eles não sabiam era que tenho um pouco de guerreira, e venho me esforçando a minha vida inteira para provar que eles estavam errados”.
Boyle lançou seu primeiro álbum “I Dreamed a Dream” (Sonhei um sonho) em 23 de novembro de 2009, e rapidamente vendeu 9 milhões de CDs em seis semanas, tornando-o o álbum número e mais vendido daquele ano. O Livro Guinness de Recordes Mundiais também reconheceu Boyle como a artista inglesa número 1 com o álbum de estreia que mais vendas teve em pouco tempo.
Em anos recentes, muita gente famosa tem revelado que teve mães que se defrontaram com a escolha de abortar ou dar a luz.



Andrea Bocelli, cantor de opera e música clássica e pop, revelou ao mundo neste ano que os médicos haviam recomendado aborto para sua mãe depois que ela sofreu a experiência de um ataque de apendicite, aumentando a probabilidade de que seu filho nasceria com uma deficiência. Bocelli é completamente cego.
Bocelli disse que esperava que o testemunho de sua corajosa mãe “pudesse animar muitas mães que se acham em situações difíceis naqueles momentos em que a vida é complexa, mas querem salvar a vida de seus bebês”. (Veja aqui a cobertura em inglês)



Nos Estados Unidos, o astro do futebol universitário Tim Tebow (agora zagueiro do time Denver Broncos) revelou que os médicos haviam recomendado aborto para sua mãe depois que ela ficou doente nas Filipinas.
O testemunho de Tebow foi retratado num anúncio televisivo de 30 segundos comprado durante o Super Bowl [campeonato da Liga Nacional de Futebol dos EUA]. De acordo com um estudo, 92.6 milhões de americanos assistiram ao anúncio. Daqueles que se identificaram como apoiadores do aborto, quatro por cento disseram que foram levados a “reconsiderar pessoalmente sua opinião sobre o aborto” depois de assistirem Tebow e sua mãe Pam contarem seu testemunho no anúncio. (Veja a cobertura em português.)
Uma amostra da autobiografia de Boyle “The Woman I Was Born To Be” está disponível em inglês aqui.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Andrea Bocelli Confirms: He’s Not Merely Anti-Abortion, he’s “For Life” http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jun/10062109.html
Famed Blind Singer Andrea Boccelli Reveals, He Was Almost Aborted http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jun/10060414.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês:http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/oct/10101512.html
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