segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quando o poder de Deus se revela


Quando o poder de Deus se revela

O ministério do pastor luterano Johann Christoph Blumhardt


Traduzido e adaptado por Julio Severo, com a devida permissão, do artigo original 

“When God’s Arm is Revealed, The Ministry of Pastor Blumhardt”, 
publicado na edição de maio de 1993 do jornal americano 
Herald of His Coming em 1 de dezembro de 2005


A vida e o ministério do Rev. Johann Christoph Blumhardt (1805-1880) são um dos exemplos mais notáveis do poder e amor de Jesus Cristo sendo liberados em resposta à fé e oração. Seu trabalho extraordinário em favor dos necessitados era uma demonstração clara de que “Deus ainda é o Deus vivo, e hoje, assim como há milhares de anos, Ele ouve as orações de Seus filhos” e salva, ajuda e cura todos os que põem sua confiança nEle.


Christoph Blumhardt nasceu na Alemanha em 1805 e depois de uma preparação completa tornou-se pastor luterano. Embora as universidades estivessem geralmente fazendo pouco caso das verdades evangélicas e da fé simples no Senhor Jesus Cristo, ele passou pelos seus cursos teológicos inteiramente treinado, porém com a fé intacta.

Não há dúvida de que toda a sua vida cristã foi edificada de uma maneira fantástica durante os vários anos que ele passou trabalhando ligado à Escola de Treinamento Missionário em Basel. Aí o fervor missionário foi implantado e ele teve oportunidade de ver o poder da verdade do Evangelho.

A característica marcante desse homem nessa fase de sua experiência foi uma forte fé em Deus, uma fé que se apegava completamente às promessas da Palavra de Deus e descansava nelas com calma confiança. Ele aparentava ser um homem de autoridade, mas tinha maneiras serenas, bondosas e atraentes, e no convívio social ele sempre demonstrava interesse e amor por todas as pessoas. Deus estava preparando coisas surpreendentes para ele, e então veio o chamado para trabalhar em outro lugar.

Após um breve serviço como pastor em Iptingen, em 1838 ele se mudou para Mottlingen. Mottlingen era uma vila luterana na Floresta Negra, no reino de Wurtemberg. No começo de seu trabalho ali, ele casou com Johanna Dorothea Kollner, que veio a ser uma dedicada esposa e ajudante.

Muitos riam dele e desprezavam sua simples confiança em Jesus, mas o jovem pastor começou corajosamente a pregar onde seu Mestre havia começado antes dele, com aquele primeiro e muitíssimo importante Evangelho para os pecadores: “Arrependam-se, pois o Reino de Deus está perto”. Logo sua seriedade e ardor deram frutos e multidões se aglomeravam para ouvir a simples Palavra de Deus. Um reavivamento foi brotando, e junto veio oposição e conflitos, mas ele avançou com calma e firmeza e se esforçou para guiar no caminho da dedicação a Deus todos os que criam.

Sem exagero na comparação, pode-se dizer seguramente que Blumhardt tinha a mesma fibra espiritual de pregadores como John Wesley, George Muller e Charles Finney. Ele tinha uma confiança sem limites na redenção de Cristo para a alma e para o corpo, e jamais se sentia envergonhado de declarar abertamente a sua fé.

Deus muitas vezes nos ensina por meio de alguma crise espiritual. Blumhardt aprendeu a caminhar pela fé com mais perfeição quando se deparou com um caso em sua experiência que nem mesmo a oração parecia estar conseguindo resolver alguma coisa.

Havia uma jovem em sua congregação que tinha um padecimento físico bastante estranho. Ela parecia realmente estar possuída por demônios, pois em seu muito tormento ela costumava primeiro falar com uma voz e então com outra voz estranhamente diferente. Mandaram chamar os médicos e ao fazerem os exames eles perguntaram se não havia alguém que soubesse orar, já que esse não parecia ser um caso para tratamento médico.

Esse caso veio como um desafio para Blumhardt, e a pressão foi aumentando quando alguns membros de sua congregação, que haviam aceitado seu ensino sobre o poder da oração, foram até ele e disseram que essa era sua oportunidade. Não havia tempo para bater em retirada — e ele passou a se dedicar a orações intensas.

No começo, suas orações não pareciam estar alcançando nenhum resultado. A jovem piorou. Em suas visitas à moça ele muitas vezes levava consigo o prefeito, que via com os próprios olhos o fenômeno fora do comum que se manifestava nessa jovem alucinada e encolerizada, mas todas as suas orações e visitas pareciam não estar sendo de utilidade alguma.

Jesus É Vencedor!

Depois de algum tempo, sua atenção foi atraída para aquela passagem da Bíblia que diz que “esse tipo de demônio só pode ser expulso com oração e jejum” (veja Mateus 17:21). Em seu desespero, ele se dedicou à oração e ao jejum e então mandou que novamente trouxessem a doente e, no nome de Jesus, ordenou que os espíritos maus saíssem.

Ela foi liberta imediatamente, e com uma voz sobrenaturalmente alta, que pôde ser ouvida por toda a vila, ela exclamou: “JESUS É VENCEDOR!” Um dos membros do corpo dela era consideravelmente mais curto que o outro, mas na mesma hora se alongou e ela foi totalmente curada!

Não foi somente a extraordinária cura que exaltou o poder e a glória de Deus, mas aquele grito “JESUS É VENCEDOR” foi ouvido por um homem devasso que estava passando perto da casa dela naquele momento. Ele caiu em tal estado de convicção e arrependimento por seus pecados que foi procurar o Pastor Blumhardt e acabou entregando o coração a Jesus Cristo. Ele passou o resto da vida levando pessoas a conhecer o amor de Deus.

O Pastor Blumhardt passou meses ocupado dando assistência espiritual aos necessitados. Por meio dessa resposta à oração, sua própria confiança em Deus aumentou, e Deus começou não só a salvar almas, mas também a curar os doentes de um modo tão marcante que muitos homens e mulheres de diferentes partes da Alemanha começaram a ir até ele. Às vezes multidões se acampavam no gramado da igreja, e ele lhes pregava o Evangelho e orava por eles.

Todas as acomodações ficavam lotadas de pessoas que estavam buscando alguma bênção espiritual ou física. Isso fez com que ele colocasse toda essa situação diante do Senhor em suas orações, e pelo fato de que as multidões continuavam aumentando e muitos estavam vindo de outros países, ele procurou um lugar maior onde pudesse lhes ministrar.

Nas casas de banho de Boll havia sido construído um enorme lugar de diversão que ia ser usado inteiramente para a depravação e jogatina. Por algum motivo, o projeto não teve êxito financeiro e o lugar foi retido pelo governo, que o pôs à venda. Deus agiu providencialmente de tal maneira que o Pastor Blumhardt teve condições de comprar esse enorme lugar e dar-lhe um pouco de beleza.

Aí, por muitos anos, chegavam visitantes de todas as partes da Alemanha. Aliás, de todas as partes do mundo. Seus visitantes representavam todas as classes de pessoas: ricos e pobres, camponeses, generais e muitos da nobreza. Alguns vinham buscando bênção e alívio espiritual e muitos vinham em busca de cura física.

O rei e as autoridades da Alemanha mandavam donativos para o seu trabalho, por causa dos resultados benéficos e da simples fé cristã que estava sendo propagada. 


Rev. Johann Christoph Blumhardt
O Pastor Blumhardt era um pregador e músico de talento. Seu semblante jovial e alegre, suas palavras de esperança e espírito de oração tocavam a todos. Obras poderosas estavam sendo realizadas — tão grandes que muitos duvidavam, e outros vinham para ver com os próprios olhos. 


Um professor de uma grande universidade fez uma visita especial e perguntou: “Que provas há de que Deus está curando de modo tão fenomenal os doentes?” O Pastor Blumhardt o levou a uma mesa cheia de cartas.

O professor teve a liberdade de ficar ali e examinar as cartas. Ele ficou pasmo e mais do que convencido ao ler carta após carta relatando a maneira incrível como Deus estava agindo em resposta à simples oração de fé.

O Pastor Blumhardt cria naqueles versículos do capítulo 16 de Marcos que dizem: “Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados” (NVI).

Jesus é o Mesmo Ontem, Hoje e Sempre
Blumhardt sentia que a Igreja estava em necessidade de um novo derramamento do Espírito Santo, tal qual ocorreu no dia de Pentecostes, e que sem isso nada seria de duração. Eis o que ele mesmo disse:

“Isso me levou a orar pedindo um derramamento do Espírito, e essas eram orações incessantes, principalmente porque os sinais pareciam indicar que não estávamos longe dos últimos tempos. Quanto mais vejo a corrupção e as diversas deficiências da atual Cristandade, mais difícil se torna eu deixar de suplicar por sua renovação, o que só poderá ser realizado mediante uma atuação especial do Espírito de Deus. Após um estudo minucioso de Joel 3 e Apocalipse 14, posso e tenho de acreditar que os tempos anticristãos, conforme profetiza a Palavra de Deus, serão precedidos por reavivamentos no mundo inteiro. Meu coração se entristece quando olho para o mundo, mas se alegra quando olho pra o céu e para as profecias da Bíblia. Oh, que as abominações e sofrimentos da terra fossem logo aniquilados”.

Ele tinha profundo interesse na atividade missionária, e por intermédio dele muitos donativos fluíam para as diferentes missões do mundo, e para o sustento do Instituto de Treinamento Missionário em Basel.

Blumhardt era um homem que não pensava em si mesmo, um homem inteiramente dedicado a Deus, um homem que orava intensamente. Ele era um servo de Deus extraordinariamente rico no poder e amor de seu Mestre, e tinha um jeito muitíssimo fora do comum de aplicar as passagens da Bíblia de um modo que vinham ao encontro das necessidades espirituais e mentais dos aflitos. Ele também sabia mostrar como as passagens da Bíblia tinham profunda relação com cada detalhe da vida diária das pessoas. Esse dom de pregação era mais conhecido entre o povo do que sua intercessão em favor dos doentes.

Na verdade, ele nunca declarava publicamente que tinha capacidade, nem mesmo por meio da oração, de curar as graves enfermidades físicas dos homens e mulheres que iam até ele. Mas ele tinha uma confiança simples e inocente na misericórdia e amor do Pai celestial em favor de Seus filhos que estavam sofrendo e sendo tentados. Ele ensinava que havia um significado divino por trás de todo sofrimento da vida.

Quando o Pastor Blumhardt colocava gentilmente as mãos sobre a cabeça de um doente, e derramava sua oração diante de Jesus Cristo, o doente sentia claramente o afeto do pastor por ele. Quando ele exortava os homens e as mulheres a examinar seus corações, a revelar e confessar seus pecados secretos, ele jamais fazia isso como um padre. Sua orientação era que eles deviam confessar seus pecados a Deus.

Ele também os ensinava a reconhecer os erros que haviam cometido contra os outros, e a fazerem restituição, onde isso fosse possível. Mas mesmo quando ele exortava, sentia-se que seu coração se compadecia profundamente das pessoas.

A fé simples que ele tinha apegava-se firmemente à Bíblia como Palavra inspirada por Deus. Ele viveu até alcançar boa velhice, e no ano de 1880 partiu para estar na presença de seu Senhor, deixando o exemplo de sua vida como inspiração. Dois de seus filhos que o ajudavam como pastores ficaram para levar adiante seu grande trabalho.

As orações do Pastor Blumhardt muitas vezes eram batalhas contra as forças das trevas. Mas para ele e por meio dele, JESUS ERA VENCEDOR!

A época na qual estamos vivendo precisa de um testemunho semelhante. Tantos valores e comportamentos errados deste mundo estão infiltrando e enfraquecendo as vidas dos cristãos e fazendo murchar o testemunho de muitas igrejas. O poder de Deus precisa ser revelado! A atividade sobrenatural de Deus é necessária numa época em que se duvida da veracidade da inspiração da Palavra de Deus.

A Igreja precisa de pastores e membros que aprenderam a orar, que sabem tomar posse das promessas de Deus e que sabem que Satanás é um inimigo que já está derrotado, pelo poder da Cruz de Jesus Cristo.

À medida que vai se aproximando o dia do Senhor, temos o direito de esperar maiores manifestações da atuação sobrenatural de Deus!

Que a memória do Pastor Christoph Blumhardt nos incentive a confiar no poder do precioso sangue de Jesus e a nos apossar das promessas de Deus para a salvação das almas perdidas, para a cura dos doentes e para as poderosas ações sobrenaturais de nosso Deus! Que o exemplo de sua vida nos incentive a viver vidas cheias do mesmo Espírito Santo que o usou!

E que nós aprendamos que não só “todas as coisas são possíveis para Deus”, mas também que “todas as coisas são possíveis para quem crê” (veja Mateus 19:26 e Marcos 9:23).

Fonte: www.juliosevero.com

domingo, 23 de dezembro de 2012

A pessoa mais aguardada dos séculos


A pessoa mais aguardada dos séculos


Joubert de O. Sobº
Devocional CRE de 21/08/06 – Nº. 12


Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel... ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor, Lc 2.25,26


A vinda de Jesus não foi uma surpresa. Ele era esperado há muito tempo. As promessas de Deus enviadas através de seus profetas e registradas nas Escrituras Sagradas haveriam de se cumprir. Por causa da promessa de Is 7.14 (uma virgem daria à luz um filho, o Messias), as virgens de Israel cultivavam a esperança de gerarem o Prometido, antes de se casarem. Portanto, a expectativa por sua vinda permeava a comunidade judaica da época.

A mulher samaritana aguardava sua chegada, João 4.25, e Jesus se apresentou como o Messias para ela, v.26. José de Arimatéia é apresentado como um homem que esperava o Reino de Deus, Lucas 23.51. Quando João Batista pergunta a Jesus: És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro? Lucas 7.19, implícito está a expectativa por sua vinda. Os magos viajaram esperando encontrar o Rei dos judeus, afinal avistaram sua estrela no Oriente, Mateus 2.2.

No Antigo Testamento há mais de 300 profecias detalhadas a respeito da vinda de Jesus: Moisés o previu, Deuteronômio 18.15-19; Miquéias, 700 anos antes, profetizou que nasceria em Belém, Mq 5.2; Zacarias, 500 anos antes, que seria traído por 30 moedas de prata, Zc 11.12,13; Davi profetizou seu sofrimento na cruz de forma espantosa. Mil anos antes de Jesus nascer, no Salmo 22, ele profetizou que os soldados romanos repartiriam suas vestes e sorteariam sua túnica, v.18; profetizou a crucificação, v.16, modelo de tortura usado pelos fenícios somente 300 anos antes de Cristo.

Jesus ressuscitou e subiu ao céu, mas sua volta será em breve, nas nuvens, assim como subiu, At 1.11. Ele continua sendo aguardado. A Igreja, sua noiva, o espera ansiosamente. Como um relâmpago ele voltará, Mateus 24.27. Apressemos sua volta levando sua palavra ao mundo. Ele disse: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim, Mateus 24.14.

Amém! Ora, vem, Senhor Jesus! Ap 22.20.


Bibliografia
Não perca Jesus de Vista – Elben M. L. Cesar

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

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sábado, 15 de dezembro de 2012

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Os valores e as escolhas


Os valores e as escolhas

Joubert de O. Sobrinho
10/12/2012

Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, 
Deuteronômio 30:19

Não consegui evitar um certo azedume nas entranhas após ler no jornal o artigo que comentava a escolha do fotógrafo profissional R. Umar Abassi. Ele preferiu gastar duas dezenas de segundos para fotografar um homem prestes a morrer nos trilhos do metrô de Nova York, ao invés de correr para tentar salvar sua vida. Foi uma escolha. Pior ainda: ele saiu da estação rapidamente para vender sua foto exclusiva ao jornal New York Post que, por sua vez, não fez por menos: publicou-a no dia seguinte na primeira página com o texto:


“Empurrado da plataforma do metro, este homem vai morrer”
“Condenado”

O fotógrafo informou às autoridades que usou o flash para alertar o condutor do vagão da presença do homem nos trilhos. Desde quando um flash em frente aos olhos facilita a visão? Alegar que o Código de Ética dos fotógrafos foi a razão do mesmo não ter agido em favor da salvação do coreano é bobagem. O código solicita que o fotografo evite interferir, influenciar ou alterar acontecimentos. Mas que acontecimentos? Mesmo quando a vida humana está em jogo? Por causa deste código muitos fotógrafos se esconderam por detrás das câmeras lavando as mãos feito Pilatos, enquanto poderiam tomar atitudes mais benignas. A mensagem que ele deixou foi clara: mais valem os milhares de dólares, a projeção de meu nome, um possível prêmio, que a vida de um cidadão qualquer. Ele escolheu a morte.

O valor da vida

Alegar esta regra antiética do código, contraria os princípios norteadores e responsáveis pela existência dos salva-vidas, dos bombeiros, dos policiais, dos médicos socorristas e agentes de saúde cuja prioridade é salvar vidas. Mas, o fotógrafo é “neutro”?!? Nem no mundo fantasioso dos quadrinhos há dúvida. Peter Parker, o Homem-Aranha, é fotógrafo, mas (analisando a natureza das histórias até aqui) seus sentidos-aranha indicam que mais vale salvar uma vida que fotografar sua morte!

O que está em jogo numa decisão como esta são os valores. Definindo com simplicidade, quando reconhecemos um valor nas coisas, inclinamo-nos a ter uma atitude favorável para com elas que se reflete nos nossos atos e escolhas. Se não valorizamos a vida nossas escolhas não darão prioridade a ela. O fotógrafo declaradamente agiu valorizando seu trabalho, sua profissão, seu ganho, ou seja lá o que for, mas não priorizou salvar a vida.

Expor a vida para salvar vidas

Em contrapartida, apresento-lhes uma grande heroína polonesa da Segunda Guerra Mundial que salvou 2.500 crianças judias do gueto de Varsóvia, falecida em 2008. Em março de 2007 a Polônia lhe prestou uma homenagem solene e seu nome foi proposto ao prêmio Nobel da Paz (ano em que escolheram Al Gore). No entanto, o memorial israelense do Holocausto, o Yad Vashem, lhe entregou em 1965 o título de Justo entre Nações, destinado aos não-judeus que salvaram judeus.


Irena Sandler
Nunca se considerou uma heroína. 
"Continuo com a consciência pesada por ter feito tão pouco", declarou.

Por valorizar a vida, Irena Sendler foi presa em sua casa em 20 de outubro de 1943. Durante o período em que ficou detida no quartel-general de Gestapo, foi torturada pelos nazistas que quebraram seus pés e pernas. Ainda assim, ela não deu informações. Logo depois, foi condenada à morte, mas milagrosamente foi salva quando a conduziam à execução por um oficial alemão que a resistência polonesa conseguiu corromper. 

Sendler continuou sua luta clandestina sob uma nova identidade até o final da guerra, trabalhando como supervisora de orfanatos e asilos em seu país. Quanto aos valores deixarei que essa mulher que optou escolher pela vida, pela bênção, Irena Sendler, mencione as breves e suficientes palavras que o fotógrafo, bem como a multidão de pessoas que pensam como ele, deveriam atentar para entender onde está a raiz do problema:


“A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade”
Irena Sendler