PIT STOP da Família
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segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
O Tempo Favorável
O Tempo
Favorável
Joubert de O. Sobº
16.01.14
Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens (a quem ele quer bem). Lucas 2:14
Essa boa vontade expressa no versículo anterior fala da aceitação do
Senhor, isto é, de seu prazer, deleite, favor, boa intenção, benevolência.
Refere-se à ocasião de tempo – no nascimento de Jesus, o Salvador, o Messias –
em que o Senhor se revelou favorável para com a humanidade a quem ele quer bem.
Tempo desfavorável
Nem sempre o tempo foi favorável
para a humanidade. O pecado destruiu o relacionamento com Deus e colocou toda a
criação sob o jugo da punição e penalidade dos males cometidos. No dilúvio, o
juízo chegou e não houve favorecimento nem para homens nem para animais (salvo
Noé, sua família e os pares de animais preservados por Deus na arca). Quando as
águas cobriram a terra, todos que estavam fora da arca clamaram por salvação,
mas ela não aconteceu.
E expirou toda a carne que se
movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de feras, e de todo o réptil
que se arrasta sobre a terra, e todo o homem. Gênesis
7:21
Tempo favorável para poucos
Podemos contar nos dedos as pessoas
que usufruíram do favor de Deus: Abel, Enos, Enoque, Noé, Abrão, Sarai e seus
familiares. A partir de Abrão, Deus passou a ser favorável à sua descendência
devido às promessas e alianças feitas entre eles. Os descendentes de Abraão –
Isaque, Jacó e seus doze filhos, as doze tribos, a nação de Israel – passaram a
receber o favor de Deus que os abençoava, conduzia, protegia, revertia o mal em
bem. O estrangeiro somente receberia o favor divino dependendo de seu
relacionamento com a nação de Israel: “Abençoarei
os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”.
Profecia de um tempo favorável
Mas o desejo de Deus era manifestar
sua boa intenção, o tempo aceitável em que seu favor, disponibilizado a
princípio ao povo de Israel, alcançaria toda a humanidade.
O Espírito do Senhor DEUS está
sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos;
enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos
cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso
Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se
lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de
louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de
justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado. Isaías
61:1-3
Quando Jesus leu este texto na
sinagoga e disse que a Escritura estava cumprida, ele confirmava que o Ano
aceitável, a boa vontade de Deus, havia se manifestado através de sua vida e
ministério. Em Cristo, o favor de Deus se revelava a todos e, para comprovar o
que dizia, Jesus curava os doentes, abria os olhos aos cegos, expulsava
demônios, alimentava multidões e ressuscitava os mortos enquanto anunciava a
chegada do reino de Deus.
Hoje, o tempo favorável de Deus se chama GRAÇA
Os favores de Deus se expandiram em
Cristo para toda a humanidade. Através de Jesus a benevolência divina chegou a
todos e continua disponível a todo o que o receber, Jo 1.12.
A graça de nosso Senhor Jesus
Cristo seja com todos vós. Amém. Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar
segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do
mistério que desde tempos eternos esteve oculto, Mas que se manifestou agora, e
se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus
eterno, a todas as nações para obediência da fé; Romanos 16:24-26
Portanto, a oportunidade favorável
que se restringia à nação de Israel está disponível a todas as nações e
indivíduos no mundo através da obra de resgate e sacrifício de Jesus.
·
Hoje é tempo favorável para clamar
e suplicar
Por isso, todo aquele
que é santo orará a ti, a tempo de te
poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão. Salmos
32:6
Eu, porém, faço a
minha oração a ti, Senhor, num tempo
aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo
a verdade da tua salvação. Salmos
69:13
Jairo suplicou a Jesus por sua filha
E eis que chegou um
homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de
Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; Porque tinha uma filha única, quase
de doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão. Lucas
8:41-42
Estando ele ainda
falando, chegou um dos do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está
morta, não incomodes o Mestre. Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo:
Não temas; crê somente, e será salva. E, entrando em casa, a ninguém deixou
entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai e a mãe da menina. E todos
choravam, e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme.
E riam-se dele, sabendo que estava morta. Mas ele, pondo-os todos fora, e
pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina. E o seu espírito
voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer. E seus
pais ficaram maravilhados; e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que
havia sucedido. Lucas
8:49-56
·
Hoje é tempo favorável para ouvir a
Deus
Porque ele é o nosso
Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Salmos
95:7-8
Maria aos pés de Jesus (preferiu ouvi-lo – a “boa
parte”)
E aconteceu que, indo
eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o
recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se
também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em
muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha
irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe:
Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é
necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Lucas
10:38-42
·
Hoje é tempo favorável para ser
socorrido
O cego não perdeu a oportunidade de pedir sua cura
E aconteceu que
chegando ele perto de Jericó, estava um cego assentado junto do caminho,
mendigando. E, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo. E
disseram-lhe que Jesus Nazareno passava. Então clamou, dizendo: Jesus, Filho de
Davi, tem misericórdia de mim. E os que iam passando repreendiam-no para que se
calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
Então Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele,
perguntou-lhe, Dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu
veja. E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou. E logo viu, e seguia-o,
glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus. Lucas
18:35-43
O leproso idem
E aproximou-se dele
um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se
queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a
mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. E, tendo ele dito isto, logo a
lepra desapareceu, e ficou limpo. Marcos
1:40-42
O tempo favorável precisa ser apregoado
Por
isso Jesus enviou seus discípulos por todo o mundo. O evangelho, isto é, a boa
notícia, é de que todos podemos chegar a Deus por meio de Jesus. Não é mais
necessário permanecer distante de Deus. Ele nos aceita como estamos em Cristo e
tem poder de nos transformar.
O Espírito do Senhor DEUS está
sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos;
enviou-me... a apregoar o ano aceitável
do Senhor. Isaías 61:1-2
E
disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Marcos 16:15
A mim, o
mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios,
por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, Efésios 3:8
Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de
que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar
o evangelho! 1 Coríntios
9:16
O tempo favorável um dia se
acabará
O
período aceitável um dia cessará. Quando o Senhor a todos chamar no tribunal do
juízo. Ali, os que receberam e aproveitaram a oportunidade de conciliar-se com
Deus por Jesus serão justificados. Os que rejeitaram serão condenados. O favor
continuará eternamente sobre os filhos de Deus, os abençoados, benditos do Pai.
Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta
geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis
que está aqui quem é maior do que Jonas. Mateus 12:41
E tu, ó
homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu,
escaparás ao juízo de Deus? Romanos 2:3
Mas os céus e a terra que agora existem pela
mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do
juízo, e da perdição dos homens ímpios. 2 Pedro 3:7
O tempo favorável precisa ser bem
aproveitado
Como
estamos usufruindo a graça de Deus?
Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que
nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado; Hebreus 3:13
Como
estamos aproveitando o tempo aceitável, a boa vontade de Deus exposta a nós
através de Jesus?
E nós, cooperando também com ele,
vos exortamos a que não recebais a graça
de Deus em vão (Porque diz: Ouvi-te
em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo
aceitável, eis aqui agora o dia da salvação). 2
Coríntios 6:1-2
sábado, 4 de janeiro de 2014
Natal - Sinais de morte na celebração da vida
Natal
Sinais de morte na celebração da vida
Joubert de Oliveira Sobrinho - Natal de 2013
Mais do que o “aniversário” de Jesus, o Natal é a celebração da sua
encarnação, quando o Verbo se fez carne, o fato que representa a vida e a
esperança para humanidade pela restauração do relacionamento com Deus. Porém, alguns sinais de morte permeiam a
história do Natal. Os sinais que o anjo anunciou
aos pastores demonstravam a humildade e o sacrifício voluntário do Filho de
Deus que viria ao mundo sem os privilégios de um nascimento nobre; antecipava
que ele seria rejeitado sem o reconhecimento de sua divindade e morto
vergonhosamente como o mais indigno dos homens.
Os anjos, admiradíssimos, compreenderam
o significado e o custo da encarnação de Jesus e o favorecimento de Deus para
com a humanidade, Lc 2.8-20. Fazer-se carne era absorver a enfermidade
espiritual que contaminou a Criação desde Adão. Após anunciar a chegada do
Filho de Deus aos pastores e lhes dar os sinais através dos quais o
encontrariam em Belém, a multidão dos exércitos do céu cantou: Glória a Deus nas
alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor (boa
vontade para com os homens), Lucas 2:14. A paz que Jesus veio trazer a terra, é bom que se
entenda, é a paz com Deus que lhes é favorável, pois a paz entre os homens não
depende totalmente dele, pelo menos nesta era. Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso
Senhor Jesus Cristo, Romanos 5:1; Não pensem que vim
trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada… Mateus 10:34.
Uma criança nascida
num estábulo e não numa confortável hospedaria
Um dos primeiros sinais de desprezo pela criança foi que não lhe providenciamos um lugar conveniente para nascer. Os pais da igreja mencionavam que o local em que
Jesus nasceu deveria ser um tipo de gruta ou caverna usada como abrigo de
animais. Quanto tempo demoramos para aprender que os maiores valores do universo
não dependem da aparência exterior? A razão
deste lugar insalubre foi por não haver mais lugar na hospedaria, Lc 2.7. Uma
hospedaria é figura do coração humano, repleto de “hóspedes”, valores humanos,
filosofias, religiões, tradições, regras, bens, prazeres considerados mais
importantes que Jesus. Nós amamos estas coisas e enchemos nosso interior com
elas. Quando perguntam se temos espaço para que Jesus nasça em nosso coração,
não temos lugar, pois está repleto! Por quanto tempo estivemos com nosso
coração cheio, sem lugar para Jesus nascer?
Porém, quando reconhecemos que nosso coração é a fonte de nossos
problemas, como Jesus bem disse: Pois do
interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades
sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o
engano, a devassidão, a
inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro
e tornam o homem ‘impuro’ ". Marcos 7:21-23; ou melhor, quando reconhecemos que
nosso coração está mais para caverna, gruta escura, estábulo, abrigo de bestas, curral imundo, repleto de sujeira de
“animais”, então estamos perto de receber o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
Nosso orgulho e soberba serão nossos maiores empecilhos nesta hora.
Recusamo-nos a reconhecer que nossos valores interiores são desprezíveis...
O apóstolo Paulo, após reconhecer a riqueza do conhecimento de
Jesus, afirmou que todo valor que dantes possuía: instrução, tradição,
conhecimento, poder, etc., eram “esterco”, palavra que também se refere à lixo,
escória, resto, excremento de animais, sujeira, coisas sem valor, Fp 3.8. Jesus
é o único que pode fazer da pocilga insalubre da alma, um palácio. Basta que
ele nasça em seu coração; que você o reconheça e o receba em sua vida.
Uma criança nascida
em Belém e não em Jerusalém
O primeiro sinal de morte que permeia o Natal, a celebração da
vida pode ser percebida na mensagem angelical aos pastores. Em Lucas 2.9-21, o
anjo se apresenta e lhes dá a boa notícia que não deveria ser restringida a
alguns poucos ou uma elite. Era uma notícia para todo o povo. E a primeira
informação, o primeiro sinal era de que o Messias havia nascido na Cidade de
Davi, isto é, Belém.
Não seria melhor um rei nascer em Jerusalém? A capital era
Jerusalém, ali estava o Templo e o palácio do rei Herodes. Os negócios, a
riqueza, o poder, enfim, a vida nacional e religiosa acontecia em Jerusalém! Tanto
que foi óbvio aos magos, mais tarde, virem procurar o que era nascido Rei dos
Judeus diretamente em Jerusalém, chegando ao palácio do rei Herodes.
Além de ser a cidade onde nasceu o rei Davi – uma das menores
cidades de Judá, há dez quilômetros ao sul de Jerusalém – o nome Belém
significa “casa do pão”. Miquéias profetizou cinco séculos antes que ali
nasceria o Messias, Mq 5.2; Mt 2.5,6. Não se elabora um pão sem que os grãos
sejam esmagados a ponto de virar farinha. Jesus se autodenominou “Pão da Vida”,
Jo 6.33,48,51; e comparou o pão ao seu corpo, durante a Ceia, Mt 26.26. E
também, referindo-se à sua própria
morte, comparou-se a um grão de trigo que deveria morrer para produzir muito
fruto, Jo 12.24. Aqui está um primeiro sinal do seu sacrifício.
Uma criança envolta
em faixas (ou panos)
O
segundo sinal de morte na celebração da vida está no mais básico dos cuidados
maternais. Basta que reconheçamos que as primeiras vestes deste bebê – que veio
solucionar o que os adultos eram totalmente incapazes de fazer – seriam
semelhantes às que o vestiriam em sua morte: encontrareis uma criança
envolta em faixas, Lc 2.12; tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em
lençóis, Jo 19.40.
Os
lençóis nos quais o enrolaram em sua morte foram ensopados com cerca de trinta
e cinco quilos de uma pasta composta de mirra e aloés, costume judaico de
preparação de corpos para a sepultura, Jo 19.39,40. Aquelas faixas de tecido,
embebidas na goma perfumada e oleosa, ficaram endurecidas ao redor do corpo de
Jesus. Foram elas que conferiram aos olhos de João e Pedro a primeira certeza
de sua ressurreição: jamais se retiraria um corpo embrulhado naquelas condições
deixando os lençóis enrolados como um casulo murcho. O corpo misteriosamente
passou pelo tecido enrolado. Por isso, depois que viram, creram! Jo 20.6-8.
Em figura, desde que chegamos ao mundo somos envolvidos em
faixas que nos impedem o movimento no espírito em direção à Deus. São panos que
antecipam a imobilidade da morte. O pecado nos imobiliza para Deus. Mas à
semelhança de Lázaro, Jo 11.1-45, o amigo de Jesus que foi ressuscitado por ele
depois de quatro dias morto, ao ouvir de Jesus a alta voz chamando à porta de
nosso sepulcro, recebemos vida e saímos do túmulo, enrolados em panos mortais,
necessitando de ajuda para nos desvencilharmos deles, mas cheios de vida pela
palavra recebida em nosso interior.
Uma criança deitada
O terceiro sinal de morte presente na historia da encarnação
expressa-se na palavra “deitada” que, no grego, é também usada para indicar
alguém sepultado. Isto já seria um sinal suficiente para o enfoque que temos,
mas ainda há mais. Metaforicamente a palavra é usada para designar alguém que,
pela vontade de Deus, é colocada em uma posição-chave, numa circunstância ou
situação específica, para cumprir uma finalidade. No campo das metáforas,
usa-se ainda esta palavra para indicar alguém sob o poder do mal ou mantido em
submissão pelo diabo.
Que Jesus foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, já
sabemos. Porém, entender que Jesus foi colocado por Deus sob o domínio do mal
ou em submissão ao diabo, parece uma incoerência. Afinal, Jesus
jamais cedeu ao mal ou se submeteu ao diabo na essência, pois, nunca pecou e
Satanás jamais obteve direito legal sobre ele. Não fosse assim, não teria ele
poder para nos livrar deste cativeiro.
Porém, o
Pai estrategicamente, “deitou” Jesus no lugar de trevas, chamado de “região da
sombra da morte”, que é este mundo, Is 9.2. Jesus foi introduzido em nosso meio,
mergulhou, batizou-se, imergiu, sepultado na morte e no pecado humano. Nesse sentido ele pagou o preço, submetendo-se
à condenação da Lei e deixou-se levar como oferta pelo juízo do qual Satanás se
utilizava para nos escravizar, Jo 10.17,18. E Jesus entregou-se à morte em
sacrifício em nosso lugar. Ele não tinha pecado, mas submeteu-se ao batismo
como se tivesse. Não era digno de morte, mas deixou-se levar a ela, como um
mortal, desapegado de sua divindade e esvaziado de si mesmo, Fp 2.6-8. Na
fragilidade submissa de uma criança deitada estava o meio, o anúncio e a
segurança de nossa eternidade. Aquele que se submeteu ao mal para nos livrar e
salvar é digno de nossa eterna adoração, submissão e devoção. Não há outro que
o mereça!
Uma criança numa manjedoura
O
quarto sinal de morte escondido na história do nascimento de Jesus está no mais
simplório berço que o casal Maria e José dispunham: a manjedoura. A manjedoura
é o lugar onde se colocavam a forragem, o pasto, o alimento para o rebanho. Em
geral, a manjedoura era lavrada nas rochas – paredes das grutas – e não
construída com tijolos de argila ou armações de madeira. Não tendo berço ou
cama, Jesus foi deitado como um alimento para os rebanhos, como pasto para
animais, como forragem para bestas feras. Num lugar de alimento de animais
dormiu o Criador de todas as coisas.
Quando Jesus partiu o pão na Páscoa ou disse que era o Pão da Vida, referia-se a ter o corpo ferido para que sua vida chegasse a nós; quando partilhou o Cálice de vinho, referiu-se a seu sangue vertido por muitos, Jo 6.55; Mt 26.28. Ele afirmou que comendo do pão de sua carne e bebendo do vinho de seu sangue temos a Vida Eterna, Jo 6.51,52. Ele é o alimento que deve ser consumido por nós como suprimento suficiente dado por Deus para nos resgatar à eternidade. Leia o que Jesus mesmo disse sobre a importância de tê-lo como alimento para a alma: Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. João 6:53
O desafio
Os
pastores, depois de experimentarem o fenômeno e receberem estas informações,
partiram para confirmar tudo o que ouviram. Foram até Belém, encontraram o
casal com a criança e “vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita; E
todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam”, Lc 2.17,18. Os pastores confirmaram
a boa notícia e proclamaram tudo o que ouviram. Depois, voltaram ao
campo, para seus rebanhos, glorificando e louvando a Deus.
Agora
você também está ciente desta boa notícia. Espero que tenha ousadia para confirmar
estas informações por si mesmo. A história do Natal está repleta de sinais de
morte que, na verdade, nos pertenciam e, talvez, ainda esteja presente em nós,
em nossos atos, em nossas famílias e lares.
O
convite é para que você coma de quem resolveu passar fome; liberte-se através
de quem se entregou para ser preso; levante-se livre através de quem se deitou
na morte; seja íntegro através de quem escolheu ser moído. Tudo por você. Para que pudesse celebrar a vida.
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